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Projeto Mônada

Projeto Mônada atende dependentes químicos em Criciúma

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Jussi Moraes

O projeto Mônada, criado em 2010 em Criciúma, tem mudado a realidade de muitas famílias do município. A associação foi fundada para estudar o comportamento do ser humano associada ao uso de substâncias químicas, pelo psicólogo Manoel Rozeng. Desde a fundação o projeto já atende 60 pacientes que desejam se livrar da dependência, com idades entre 14 anos e 45 anos.

Na última semana a associação começou a se estruturar para ampliar o atendimento. Conforme o presidente Rozeng, foi firmado uma parceria com o Grêmio Esportivo e Recreativo Cultural e Beneficente, no bairro Operária Nova, e com o apoio de empresas as salas cedidas foram reformas. No local é oferecido tratamento psicológico, orientação jurídica, farmacêutica, médica, além de uma biblioteca e de uma sala virtual com computadores doados pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). “Nós trabalhamos a dependência com o usuário e a família. Fazemos a avaliação da gravidade e se necessário encaminhamos para internação. Tudo de forma gratuita”, explicou.

Por outro lado, Rozeng salienta que o atendimento não é apenas para dependentes, pessoas com problemas psicológicos, metais ou até que queiram fazer um trabalho preventivo podem participar. “Todos os profissionais que trabalham no projeto atuam de forma voluntária. Eles estão comprometidos com a associação em determinados horários e ainda contamos com estagiários”, pontuou.

Vânia* procurou ajuda da associação em 2011 para a sua sobrinha de 27 anos. A mulher tem quatro filhos e se tornou dependente de crack por incentivo do ex-marido. “Nós passamos por períodos bastante difíceis. Ela sumia e depois de algumas semanas retornava. O Conselho Tutelar chegou a entregar as crianças para mim e ela tentou se matar algumas vezes. Depois de um tempo me pediu ajuda”, desabafou. Conforme Vânia, no período em que a sobrinha passou por tratamento ela estava muito bem e não utilizava medicamentos. Porém, Rozeng precisou passar por uma cirurgia e no tempo em que se recuperava a sobrinha sofreu uma recaída e voltou para o mundo das drogas. “Faz três semanas que ela sumiu. Estou aguardando o retorno dela para ajudar no tratamento. O atendimento é divino, só que depende mais do usuário que da família”, destaca. A tia da usuária afirma que é a única da família que luta para ajudar a sobrinha. “Eles não entendem que é uma doença, mas eu ainda acredito na recuperação”, salienta.

Nos próximos meses será lançado o livro e cd “Momentos de reflexões – Meu mundo em 3 dimensões”, escrito por Rozeng e com as participações de Silvio Brito, Paulo Otaran e Emanoella Serafim. A meta é arrecadar fundos para o projeto com a venda dos exemplares. De acordo com Rozeng, que também é presidente do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (Comad), o número de usuários de drogas em Criciúma está acima da média nacional.

O atendimento no Grêmio acontece de segunda-feira a sexta-feira, em horário comercial, mas com agendamento. “A pessoa pode ir até o local agendar uma consulta ou ligar para o 3433.9627”, convidou.

*Nome fictício.

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