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Projeto Novos Caminhos capacita adolescentes de casas de acolhimento
Iniciativa visa construir a autonomia de jovens entre 14 e 18 anos
Por Redação Engeplus
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O Programa Novos Caminhos deu início a sua segunda turma em Criciúma nesta semana com sete novos participantes. A iniciativa tem como finalidade desenvolver as potencialidades e contribuir para a construção da autonomia de jovens entre 14 e 18 anos em situação de acolhimento. Os novos integrantes são adolescentes da Casa Lar Azul, de Criciúma, e da Família Acolhedora, de Içara.
Os novos alunos do programa - uma iniciativa da Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude (CEIJ), do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, juntamente com a Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) e com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) – terão à disposição cursos preparatórios para progredirem profissionalmente.
De acordo com a analista de recrutamento e seleção do IEL de Criciúma, Rafaela Delfino, ao ingressarem no programa, os jovens são acompanhados individualmente e encaminhados a programas de escolarização, qualificação, profissionalização e atividades complementares. Os cursos de formação são ofertados pelo Sistema FIESC, por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), do Serviço Social da Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), respeitando-se as necessidades e o perfil de cada adolescente.
A Fiesc, ainda, faz o acompanhamento e o encaminhamento desses jovens para as indústrias e empresas da região. De acordo com o vice-presidente regional Sul da Fiesc, Diomicio Vidal, esta é uma oportunidade de qualificação e inserção ao mercado de trabalho. “Somente com conhecimento conseguimos conquistar novos caminhos. Cabe aos jovens acreditarem nos sonhos e agarrarem esta oportunidade única e valiosa oferecida gratuitamente”, destaca.
De acordo com a assistente social forense do Tribunal de Justiça da comarca de Criciúma, Pâmela Guimarães Lino, além de promover a justiça, o TJ também cumpre com o seu papel social. “Essa capacitação tanto pessoal quanto profissional é muito importante para que estes jovens tenham sua autonomia desenvolvida e sejam cidadãos que tenham os seus direitos respeitados”, comenta.
Para a assistente pedagógica da Casa Lar Azul, Marina Matêus, esta parceria garante oportunidade aos jovens que, na sua maioria, já tiveram os seus direitos violados. “Ainda há muita exclusão por parte do mercado de trabalho aos jovens que vivem em casas de acolhimento, mas o projeto visa transformar essa condição oportunizando uma nova realidade a estas pessoas”, finaliza.
Colaboração: Novo Texto Comunicação / Comunicação IEL Criciúma



