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Projeto Novos Caminhos chega a Criciúma

O programa tem como objetivo preparar jovens, de 14 a 18 anos, para o mercado de trabalho

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

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Foto: Cyntia Amorim

Na manhã desta terça-feira, dia 15, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ/SC) e a Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) oficializaram o lançamento regional do Programa Novos Caminhos. Esse projeto está inserido em diversas cidades catarinenses, como: Chapecó, Florianópolis, Joinville, Blumenau, e agora, Criciúma. O programa tem como objetivo preparar jovens entre 14 e 18 anos com problemas de inserção social para o mercado de trabalho. A Fiesc é responsável por coordenar este projeto. A princípio, 21 jovens da região Sul serão beneficiados, fazendo cursos preparatórios para progredir profissionalmente, sendo que a Federação também cuidará do encaminhamento desses jovens para as indústrias e empresas da região.

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Conforme o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, é preciso oferecer a esses jovens, a perspectiva de uma vida adulta de qualidade. “Oferecer cursos profissionalizantes para inseri-los com competência ao mercado de trabalho é o nosso objetivo. E para que esse projeto tenha êxito, precisamos do apoio de toda a sociedade e dos empresários. Precisamos da confiança da população e das indústrias nos jovens que vamos entregar para a sociedade a partir de agora. Eles vão precisar de oportunidade”, destaca.

O corregedor geral da justiça do Estado de Santa Catarina, Luiz César Medeiros, ressalta a importância de ajudá-los na profissionalização. “Sem essa ajuda é bem provável que eles sigam caminhos errados. Não é possível salvar o mundo, mas se de dez nós salvarmos um, já estamos ganhando com isso. Por isso precisamos continuar abrancando esses jovens mesmo após a maioridade”.

Entenda o sistema – O Estado de Santa Catarina possui 170 programas sociais acolhendo 1.536 crianças e adolescentes, de 0 a 18 anos, que viviam em situações precárias, tais como: maus-tratos, confronto familiar, negligência e até mesmo abandono. Esses jovens, ficam em instituições mantidas pelo Governo até completarem a maioridade. Porém, as entidades responsáveis por essa tutela provisória se preocupam com o futuro dos meninos e meninas, após a maioridade. Dessas 1.563 crianças e jovens, 471 possuem idade entre 14 e 18 anos. O projeto Novos Caminhos, pretende trabalhar com essa faixa etária.

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Para a coordenadora da Nossa Casa de Criciúma, Maria do Carmo Medeiros, é preciso preparar os jovens para a vida e para o mercado de trabalho. “O que eu percebo, principalmente, nos nossos adolescentes é a insegurança à maioridade. Precisamos cuidar deles após isso ou prepará-los para enfrentar o mundo. Não dá para chegar aos 18 e deixarmos eles sozinhos”, explica.

Hoje, tanto a Nossa Casa, como outras instituições, projetam planos institucionais para ajudá-los na inserção ao mercado de trabalho. Porém, a coordenadora acredita que ter um projeto específico para isso, vai cuidar melhor e da forma certa. “Nós tentamos ajudar os jovens. Encaminhamos eles para empregos como jovem aprendiz, por exemplo. Mas com a Fiesc proporcionando cursos e identificando o perfil de cada um, é melhor para direcioná-los no caminho que correspondam a sua personalidade”, ressalta.

O projeto Novos Caminhos vai beneficiar entidades locais, como: Nossa Casa e Lar Azul, de Criciúma, e Irmã Carmen, de Araranguá. Todos de Araranguá. As autoridades não mencionaram o valor total deste projeto em Criciúma, mas acreditam que os custos das despesas correntes são de aproximadamente R$ 200 mil.

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