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Protesto de familiares de preso em Nova Veneza

Por Redação Engeplus

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Familiares e amigos de Valcir Ghislandi, de 57 anos, que faleceu no Presídio Santa Augusta fizeram um protesto nesta tarde no centro de Nova Veneza. Há suspeitas de que o detento, que segundo o advogado da família sofria de problemas mentais, tenha falecido em decorrência de agressões sofridas na instituição.

"Quem matou o meu cliente foi o poder judiciário. Apesar de termos apresentado atestados e demonstrando sua deficiência deixaram ele segregado por mais de 50 dias com pessoas acusadas de abuso sexual. Ele perdeu mais de 20 quilos no período em que ficou no Santa Augusta. Chorava igual criança", afirmou o advogado Rodrigo Melo.

A família e os amigos do preso estão revoltados. Valcir morava com os pais e com o falecimento do pai passou a residir com o irmão e sua cunhada. "Durante 23 anos ele foi criado como um filho, pois o casal não teve filhos. Mandavam ele escovar os dentes, tomar banho e cuidavam de sua alimentação. Desde pequeno ele nunca teve capacidade de fazer isso sozinho", destacou Melo.

Amanhã, o advogado, a OAB de Criciúma e a Comissão de Direitos Humanos do estado participam de uma reunião para discutir o assunto. O representante da família fará uma representação contra a juíza que encaminhou o caso.

Valcir foi preso acusado de ter tentado abusar de uma jovem de Nova Veneza. A própria família da vítima teria procurado a Justiça para pedir que ele fosse removido do Santa Augusta e internado em uma casa de saúde.

(Foto: Margaret Waterkemper)

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