Quadrilha de
Quadrilha de traficantes condenada a 125 anos de prisão
Por Redação Engeplus
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A Justiça de Criciúma condenou ontem 20 pessoas por tráfico de drogas e associação ao crime. Somados, as penas alcançam 125 anos de reclusão, além de pesadas penas impostas. Do grupo organizado, sete acusados foram absolvidos. O Juiz substituto Manoel Donisete de Souza, respondendo pela 1ª Vara Criminal de Criciúma, na sentença de 172 páginas, extinguiu a punibilidade de um dos réus em razão de seu falecimento e, em relação a um outro, o processo foi desmembrado.
Entre os condenados, o líder da organização criminosa, V.B. pegou 16 anos seis meses de reclusão. Segundo os autos, ele operava em Criciúma e em cidade vizinhas, inclusive com ramificações no Mato Grosso. O grupo comercializava cocaína, crack e maconha. A.B.P. recebeu pena de 12 anos e cinco meses de prisão, em regime fechado. Ele também foi apontado no comando organizado. A dupla financiava e custeava o esquema criminoso.
A quadrilha começou a ser investigada no mês de agosto de 2006. A Polícia Civil, comandada pelo delegado André Milanese, apurou o esquema de tráfico de drogas por monitoramente de conversas em celulares e orelhões grampeados. O grupo comercializava entorpecentes em Criciúma, Orleans e Içara. Para abastecer a região, eles mantinham estreitos contatos com traficantes de drogas do Estado do Mato Grosso.
Das prisões efetuadas, em outubro de 2006, uma “mula”, contratado pelo grupo e o acusado de fazer a ligação entre a quadrilha, duas mulheres e traficantes de Mato Grosso foram preso em uma operação policias em Florianópolis. Com eles foram apreendidos 79 quilos de maconha, adquiridas em bairros da Capital. No dia 15 de fevereiro de 20007, nove mandados de prisões foram efetuados contra integrantes do grupo.
Aos condenados pelo tráfico e pela associação, o magistrado negou o direito de recorrer em liberdade e fixou regime fechado para início do cumprimento da pena. O processo envolvia 29 pessoas por crimes de tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes. Dos 27 réus efetivamente sentenciados, 20 foram condenados e sete, absolvidos.
(Colaboração: Gilvan de França)



