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Quais vacinas são indispensáveis para as crianças?

Calendários indicam doses e períodos da vida a serem aplicadas

Por Redação Engeplus

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Uma das primeiras necessidades a aparecer nas nossas vidas, a vacinação está entre os principais cuidados para a saúde. O primeiro contato com uma dose para imunização ocorre logo na chegada ao mundo, com a BCG, a famosa vacina da marquinha no braço direito, e a hepatite B, ambas fornecidas nos postos de saúde.

Até o primeiro ano, se os pais cumprirem à risca o calendário das autoridades de saúde, o bebê passa por pelo menos 18 aplicações. “A vacinação é o principal método existente para evitar o desenvolvimento de doenças e têm o propósito de erradicá-las, como aconteceu com a varíola, enfermidade extinta graças à vacina”, aponta o coordenador da Búrigo Sala de Vacinas, Leandro de Costa.

As principais referências para se conhecer as vacinas oferecidas para proteger as crianças (e também os adultos) estão nos calendários do Plano Nacional de Imunização (PNI) e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). A maior parte delas pode ser encontrada na rede pública e outras apenas em clínicas e salas de vacinas privadas.

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A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) preconiza a vacinação contra os cinco sorotipos de meningite meningocócica (A, B, C, W e Y). Destas, o sistema público fornece apenas o tipo C. As demais podem ser encontradas na rede privada na vacina ACWY. O mesmo acontece com a pneumocócica 13-valente, indicada pela SBP, que protege contra três tipos a mais em relação à disponibilizada pelo SUS, a 10-valente.

Demais diferenças entre as vacinas do sistema público e da rede privada

Nos dois primeiros anos concentram-se a maior parte das doses de aplicadas em toda a nossa vida. E nesses momentos se apresentam algumas distinções das vacinas encontradas nas redes pública e privada. A da poliomielite (vírus vivos atenuados, aplicada a partir dos 12 meses de idade) é exclusividade do SUS, assim como na maioria dos casos a BCG e hepatite B, feita logo depois do nascimento. Enquanto isso somente na rede privada podem ser encontradas a da meningite meningocócia B, cuja primeira dose ocorre aos três meses, e os reforços da tríplice bacteriana, realizada em crianças de 6 a 10 anos.

Nacionais x importadas – as vacinas aplicadas nas unidades de saúde fornecidas pelo SUS são produzidas na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), enquanto na rede privada os produtos vêm do exterior.

Menos reações – além de serem mais completas, segundo o enfermeiro e coordenador da Sala de Vacinas do Laboratório Búrigo, Leandro de Costa, as doses oferecidas na rede particular resultam em reações mais brandas. “É comum, principalmente os bebês, terem sintomas adversos depois de receberem a vacina, como vermelhidão no local da picada ou até febre e dores, mas na da rede privada, em geral isso vem de uma forma bem mais leve por serem produtos mais purificados”, afirma.

Vacinas conjugadas – no segundo mês de vida começam os esquemas vacinais da tríplice bacteriana (tétano, difteria e coqueluche), haemophilus influenzae b (bactéria causadora de meningite e outras infecções graves como pneumonia, artrite séptica e epiglotite), hepatite B e poliomielite (vírus inativados). Essas seis, na rede privada, estão em uma dose por etapa, a chamada hexavalente, enquanto na rede privada os bebês recebem duas picadinhas.

Outro caso de conjugação está na tríplice viral e varicela (catapora), administradas a partir dos 12 meses de idade nos postos de saúde. A rede particular oferta como opção a tetraviral, que protege o bebê das quatro doenças, diminuindo de quatro injeções para duas, já que são vacinas que preconizam duas doses.

Carteirinha, documento imprescindível

Local do registro das vacinas aplicadas, a carteirinha de vacinação consiste em um documento importante para a vida das crianças, necessária para diversas atividades e sobretudo apresenta o monitoramento das doenças das quais elas estão protegidas. “Assim como ocorre no sistema público, também fornecemos carteirinhas e, a quem chegar com a do SUS, também conseguimos verificar pelo sistema nacional quais vacinas foram aplicadas. Como são muitas doses, às vezes fica confuso, por isso sempre orientamos os pais ou responsáveis sobre o calendário, tirando todas as dúvidas”, comenta Leandro.

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