Quase três anos depois, caso Fuzil será arquivado

Por Denis Luciano - denis.luciano@engeplus.com.br

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Quase três anos depois, caso Fuzil será arquivado
Foto: Arquivo Engeplus

Os persistentes pedidos de justiça feitos pela família parecem não ter resultado algum e a impunidade é o desfecho do caso Fuzil, o mineiro Fernando Gomes Marques morto defronte à sua casa no bairro Ana Maria, em Criciúma, na noite de 28 de dezembro de 2014.

“Fui até a delegacia hoje para ter informações, como eu fazia sempre que possível, e me avisaram que o caso deve ser arquivado por falta de provas para achar um culpado”, lamenta Felipe Gomes Marques, irmão de Fuzil e que vem acompanhando o caso de perto desde a morte do então vice-presidente da Cooperminas.

Revoltado, Felipe prepara um protesto. “Vamos até a praça Nereu Ramos, vamos nos três anos do assassinato do meu irmão, no fim do ano, fazer uma grande mobilização para reclamar dessa injustiça”, anuncia.

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O delegado André Milanese confirma a falta de conclusão do caso. “Finalizamos o inquérito há um mês e meio e não tivemos informação concreta sobre a autoria. É bem provável que o Ministério Público se manifeste pelo arquivamento”, relata. “Apreendemos recentemente uma arma de um mineiro de um grupo rival ao do Fuzil mas o exame de balística das munições deu negativo. Não era a arma do crime. Já havíamos apreendido outras três armas antes e interrogamos mais de trinta pessoas”, relaciona Milanese.

Carente de recursos, a família não havia constituído advogado e acompanhava o caso a partir das investigações da própria Polícia Civil. “Mas se for necessário reabrir, se houver algum fato novo, será possível requerer ao Judiciário a reabertura”, pondera o delegado.

Relembre o caso

Em abril de 2014 o então presidente da Cooperminas, Juliano Medeiros, havia sofrido uma emboscada. O clima tenso na cooperativa culminou com o assassinato de Fuzil. Ele passeava perto de casa quando foi vítima de seis disparos. Testemunhas viram um automóvel Uno vermelho em fuga logo após o crime.

Em janeiro de 2015 uma fraude na Cooperminas veio à tona e chegou a ser relacionada com a morte de Fuzil. No primeiro aniversário do incidente a família de Fuzil já alertava para o risco de o caso terminar impune.

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