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Ramadã termina com festa entre brasileiros e ganeses

De nacionalidades diferentes, mas com a mesma fé e filosofia religiosa terminou o período de jejum da religião islâmica

Por Redação Engeplus

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Foto: Douglas Saviato

Nem parecia que as primeiras horas desta manhã eram segunda-feira na Mesquita Palestina de Criciúma. Por volta das 7 horas, seguidores da religião islâmica se reuniram para celebrar o fim do Ramadã (período sagrado para jejuar) que terminou nesse domingo, dia 27. Cerca de 200 pessoas participaram das festividades. Uma mesa farta com salgados e doces foi exposta e oferecida aos fiéis. Conforme o sheick da mesquida de Criciúma, Adil Ali Pechliye, após um período de mais de 30 dias não se alimentando entre o nascer e o pôr do sol, a manhã desta segunda-feira é de reflexão ao amor de Deus.

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“Nosso coração fica sensível quando nos sacrificamos e sentimos na pele o que muitas pessoas passam. Dessa forma, aprendemos a controlar nossos desejos e a pensar mais em quem precisa de ajuda. A cada ano é um processo de aprendizado e maturação. Quando o Ramadã termina estamos sempre mais solidários e dispostos a amar a Deus e ajudar nossos irmãos”.

Este ano, o público de fiéis aumentou. Hoje, 80% dos que frequentam a mesquita são ganeses. Para o líder, a procura desses estrangeiros é importante para a religião e para os próprios imigrantes. “Eles estão vivendo um período difícil. Estão longe da família e em um país totalmente diferente da cultura deles. Aqui, na mesquita, eles se sentem em casa. E essa fé é importante para eles seguirem em frente. Para nós também é uma alegria ver a mesquita cheia”, comenta o sheick.

Para o ganês, Mustapha Saliu, ficar sem se alimentar nesse período não foi nenhum sacrifício. “Atualmente, trabalho em um restaurante. Faço comida todos os dias. E não provo nada e não sinto vontade. Ficaria mais dias sem me alimentar”, afirma.

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Para Grasieli Cardoso, que segue a cultura muçulmana, o jejum ensina os fiéis a terem paciência. “Se fosse uma dieta acho que eu não conseguiria. Mas nesse caso, temos um propósito. E por termos uma inspiração, que é Deus, aprendemos a ter paciência e seguir esse processo. Não é nenhum sacrifício para nós”, afirma.

Confira neste link o Ramadã de 2012, antes dos ganeses chegarem ao Brasil

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