Rampinelli descarta
Rampinelli descarta assumir o futebol do Criciúma
Por Redação Engeplus
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Inscrita a chapa que será aclamada para dirigir o Criciúma no triênio 2009/2011, o presidente Édson Búrigo intensificou as ações em busca de um vice-presidente para a função de maior evidência: o comando do futebol.
O ex-vice Valdeci Rampinelli recebeu um telefonema ao final da tarde desta segunda-feira, no qual Búrigo renovou o convite para que ele retornasse à função na qual sagrou-se campeão brasileiro da Série B em 2002. Porém, ouviu um "não" como resposta.
"Meu coração quer que eu volte, mas a razão não deixa", definiu. Rampinelli justificou a negativa dizendo que está muito ocupado na sua empresa. "Fiquei muito feliz pela lembrança. Admiro a liderança, a espontaneidade e a responsabilidade do Cascão, mas não tenho como aceitar". O ex-diretor não indicou nomes, mas entende que há muitas pessoas capacitadas para a função em Criciúma. "Tem gente ilustre que conta com disponibilidade e vontade de trabalhar".
Mesmo que não vá assumir o futebol, Rampinelli oferece idéias para a próxima gestão. Para ele, o clube precisa se reciclar em todas as suas categorias, desde a base até o profissional. "É necessário buscar uma comissão técnica nova que viva o futebol. Não precisamos de grandes treinadores, mas de gente capaz". Rampinelli entende que o Criciúma precisa buscar jogadores no interior do estado e do Rio Grande do Sul, e estabelecer parcerias com grandes clubes como Internacional e Grêmio. "O Paulo César Carpeggiani tem um grande centro de treinamento, também poderia ser contactado".
O ex-dirigente sugere, ainda, que o clube crie uma direção específica para tratar do sócio. "A grande conquista do Criciúma em 2008 foi o quadro de nove mil associados. É preciso manter isso. Eles oferecem uma receita de R$ 300 mil por mês".
Faltando 48 horas para a aclamação da nova diretoria, Édson Búrigo segue sem um vice de futebol.



