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Rampinelli sobre a possibilidade de voltar ao Tigre: “Não tenho medo de desafio”

Torcida tricolor pede o retorno do ex-diretor de futebol

Por Redação Engeplus

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Foto: Foto: Fernando Ribeiro/www.criciumaec.com.br

Um dos principais responsáveis pela reformulação no elenco tricolor após a péssima campanha no Catarinense de 2012, o ex-diretor de futebol do Criciúma, Waldeci Rampinelli, deixou a função que exercia no clube no final do ano passado com a sensação de dever cumprido, recolocando o Tigre na elite do futebol nacional. Com a má campanha do Criciúma no Campeonato Brasileiro o nome do ex-dirigente voltou à cena no protesto feito pelos torcedores depois da derrota para o Cruzeiro, e ganhou corpo nesta quinta-feira nas redes sociais com o pedido: “Volta Rampinelli”.

Na sua despedida do Criciúma no ano passado, Rampinelli justificou a sua decisão por não ter tempo para se dedicar ao clube da maneira como a função exige, devido a seus negócios particulares. Sobre o seu retorno ao Tigre neste momento conturbado, o ex-dirigente diz que é difícil. “A cobrança da torcida é normal, ela é boa e importante para o clube. Na hora do desabafo muitas coisas são ditas, mas é gratificante ouvir o nosso nome ser lembrado. A gente fez parte de um trabalho vitorioso no ano passado. Mas o torcedor tem que entender que o clube está sendo gerido por uma empresa particular, que visa o lado financeiro. O torcedor quer título, permanecer na Série A, no entanto, é preciso ver o que os donos da empresa querem. É difícil falar sobre uma hipótese, não tenho medo de desafio, mas é complicado entrar no meio do processo”, pontua Rampinelli.

De acordo com o ex-dirigente, o elenco não está se preparando da maneira correta para o grau de intensidade exigido pela Série A. “É muita lesão. Não entendo de parte física, mas pelo meu conhecimento os jogadores não estão se preparando da forma correta. Não treinam forte, não se preparam corretamente. Quando são exigidos com intensidade nos jogos os jogadores não aguentam e se arrebentam. Hoje, por exemplo, só tem a reapresentação, amanhã tem um treino pela manhã e depois viajam. Na minha opinião, deveriam treinar hoje a tarde, amanhã treinar forte em dois períodos, e ainda no sábado pela manhã, para depois viajar. Se fosse para o nordeste existiria uma justificativa, mas é ali em Campinas, tem voo direto. Sempre discuti isso no ano passado”, avalia o ex-diretor de futebol.

Para Rampinelli, alguns jogadores deveriam pensar mais coletivamente, e menos na vaidade pessoal. “A Série A não é um desfile de moda. Tem jogador perdendo três horas para fazer trancinhas, pintar cabelo, de verde, amarelo, só para aparecer na mídia. É preciso ter foco e trabalhar sério. Na Série A não tem milagre, tem que é que trabalhar forte, treinar. O futebol está muito comodista”, destaca.

Conforme o ex-diretor do Tigre, o departamento de futebol de um clube de Série A necessita de mais pessoas com poder de decisão. “Não o conheço, mas não queria estar na pele do Cícero Souza. É muito pouca gente com poder de decisão trabalhando no departamento de futebol. Com autonomia para decidir sobre uma negociação só existe ele. Tenho pena do Cícero, hoje ele não tem um ombro amigo para chorar. No ano passado eu me assessorava em várias pessoas”, observa Rampinelli.

Lisonjeado por ter feito parte do processo que culminou com o acesso do Tigre à elite do futebol. Rampinelli também faz parte da torcida para o Criciúma se reerguer no Brasileirão. “Será uma pena se o time cair para a Série B. Estava no jogo ontem e a gente vê a alegria da torcida com o time disputando uma Série A com grandes equipes. Mas como falei, não tem milagre e sim trabalho. Acredito que após o jogo com a Ponte Preta haverá um divisor de águas, se ganhar, algumas mudanças devem ser anunciadas, mas se perder haverá um corte profundo”, acredita o ex-diretor de futebol do Tigre.

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