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Realidade e ficção se misturam em A Mulher de Pilatos

Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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Uma história que apresenta vários deuses e deusas na época que Jesus nasceu, viveu e morreu. Uma história que mostra a forma como as mulheres eram tratadas na época de Cristo. Uma história que fala da riqueza e da pobreza e da luta pelo poder. Uma história que mistura realidade e ficção. Assim é o livro A Mulher de Pilatos, escrito por Antoinett May.

A mulher de Pilatos é Cláudia Prócula, que desde criança sempre esteve perto do poder, mas nunca fez parte dele. Nascida com o dom da premonição, durante toda a sua vida Cláudia foi atormentada por visões sobre dor e sofrimento de pessoas que amava e viu um a um morrer de forma indigna e injusta. Mesmo suas visões e sonhos não puderam ajudar nem mesmo a diminuir o sofrimento.

Adoradora da deusa Ísis, algumas vezes apelou para magia para conseguir o que queria e que tinha certeza que não fazia parte de seu futuro. Conquistou assim Pilatos e casou-se com ele, mas sua vida não era exatamente o que sonhava. Apaixonou-se por Holtan e conheceu um pouco da felicidade, mas decidiu viver ao lado do marido Pôncio Pilatos e continuou lutando ao seu lado para manter a ordem na sociedade romana, que vivia em caos político e social.

No final do livro, a autora utiliza a história de Jesus para contar como Cláudia tentou salvá-lo da crucificação a pedido de Miriam de Magdala, sua amiga e apaixonada por esse Jesus, mas não conseguiu.

Cláudia foi uma mulher independente, dentro do possível da sociedade da época que era particularmente machista, mas pouco podia fazer. A Mulher de Pilatos é uma visão feminina sobre o Império Romano.

Dica: Fátima Bookstore - 3433-7745
A Mulher de Pilatos
Antoinett May
400 páginas
R$ 39,90

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