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Rede de Prevenção ao Suicídio intensificará campanha de prevenção

Após o início dos trabalhos, Criciúma ficou 20 dias sem registrar suicídios

Por Redação Engeplus

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Foto: Vanessa Amando

Na tarde desta quarta-feira, foi realizada mais uma reunião com as organizações institucionais engajadas na campanha de prevenção ao suicídio na região de Criciúma. A iniciativa surgiu no começo de maio em virtude do aumento no número de pessoas que tentam ou de fato conseguem tirar a própria vida. Os registros apontam que havia 1,5 morte por semana nos últimos meses; em contraponto, após a divulgação da campanha, houve um período de 20 dias sem suicídios na região.

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A novidade é comemorada pelos setores de saúde e segurança, mas, conforme lembra a coordenadora do Núcleo de Prevenção das Violências e Promoção da Saúde (Nuprevips), Ana Losso, o trabalho precisa ser intenso e contínuo. "A prevenção é muito importante, trabalhar antes, quando a pessoa ainda está fazendo o pedido de socorro, é preciso reconhecer estes sinais", destaca.

A exemplo do que acontece em Urussanga, uma das intenções é capacitar os agentes de saúde que trabalham nas unidades de atendimento de Criciúma e aqueles que atuam na rua, visitando as casas, o que facilitaria o reconhecimento de uma situação de risco e o devido encaminhamento para o caso. Os profissionais envolvidos na chamada Rede de Prevenção ao Suicídio na cidade também serão capacitados.

Um material impresso também está sendo criado por uma agência de publicidade. Na cartilha haverá informações como os sinais de alerta em relação ao suicídio, mitos e verdades sobre ele, além dos contatos das instituições que atuam para prevení-lo. Inclusive, o grupo pede apoio financeiro para custear esse material de divulgação.

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"Temos vários setores de saúde trabalhando juntos em torno do suicídio, buscando alternativas para a prevenção. Queremos mesmo chamar a atenção da comunidade, não dá mais para manter um tabu em torno disso. Hoje, temos casos até de crianças que já tentaram tirar a própria vida, a maioria delas com histórico negativo na família. É um problema de saúde pública, mas que pode ter solução", alerta o voluntário da Cruz Vermelha, Almir Fernandes, que também atua no Instituto Médico Legal (IML).

A próxima reunião está marcada para os dias 10 e 11 de junho, às 13h30min, nas Clínicas Integradas da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). Participaram da reunião de hoje: Centro de Valorização da Vida (CVV), Cruz Vermelha, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, Exército Brasileiro, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), representantes de hospitais da cidade e dos cursos de saúde da Unesc, além da presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, Tati Teixeira.

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