CCZ
Regularizado, CCZ volta a praticar suas principais atividades
Situação irregular foi normalizada e 25 animais já foram adotados
Por Redação Engeplus
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Depois de passar por uma fase sem os devidos cuidados necessários, os animais no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) vivem uma rotina diferente desde que novos profissionais foram contratados para trabalhar no órgão. A situação foi estabilizada e 25 animais já foram adotados após a efetivação da nova administração, que iniciou as atividades no dia 10 de julho. A partir de agora, a equipe começa novamente a exercer a verdadeira atividade do órgão.
“Nós organizamos a casa primeiro. Priorizamos ceder alguns espaços para colocar os animais que circulavam pelo pátio. Depois da feira de adoção em outubro e dos trabalhos para normalizar a situação anterior, conseguimos diminuir o número de cães e, assim, podemos voltar a atender novos animais com doenças que possam afetar a saúde pública”, explica a médica veterinária Natália Luiza Machado Reche.
Agora as profissionais voltam a atender nas ruas, quando solicitadas pela comunidade ou por meio de denúncias. “Antes não estávamos conseguindo atender nas ruas pois aqui dentro a situação também era crítica. E nossa meta é deixar os animais daqui de dentro bem. Talvez não conseguimos atender toda a demanda, mas os que estiverem sob os nossos cuidados estarão seguros”, pontua Natália.
Atualmente, há 34 animais domésticos na estrutura. Conforme a outra veterinária do CCZ, Mayara Vieira Tizatto, a feira ajudou a diminuir o número de cães no ambiente, mas a expectativa não foi alcançada. “Foram cinco animais adotados na feira e quatro durante a semana seguinte após o evento. Porém esperávamos mais do que isso”, diz.
Agendamento da castração – Um dos grandes problemas enfrentados pelas profissionais é a falta de comprometimento da sociedade com a agenda de castração do CCZ. O serviço é prestado de forma gratuita à comunidade, porém,p muitas pessoas não comparecem com o animal no dia da cirurgia.
“Tivemos 155 agendadas desde que iniciamos nossas atividades aqui, porém, destas, apenas 102 foram realizadas. Para nós é uma perda de tempo pois poderíamos ter ajudado outro animal”, lamenta Mayara.
As profissionais destacam que esse serviço pode ser solicitado por qualquer pessoa para ajudar, principalmente, animais de rua. “A única maneira de controlarmos a quantidade de animais nas ruas é evitando a reprodução. Qualquer pessoa pode contribuir e ajudar”, complementa Mayara.
A castração deve ser agendada com antecedência e a pessoa que levar o animal até o CCZ deve se responsabilizar pelo pré e pós-operatório do bicho.
Voluntariado – O CCZ está precisando de voluntários para ajudar nas atividades de recreação dos animais. Por causa da falta de um espaço específico para eles brincarem, é preciso passear com os animais, dentro do pátio, de forma individual e com coleira.
Porém como são muitos animais e pelo quadro reduzido de profissionais, não é possível praticar essas atividades e os cachorros permanecem sempre presos.
Quem tiver interesse pode entrar em contato com o CCZ e agendar o(s) dia(s) e horários disponíveis para ser voluntário na instituição.
Falta de conhecimento da sociedade – O CCZ ainda enfrenta com frequência o problema de abandono de animais em frente à instituição. “O CCZ é um setor da saúde pública que faz monitoramento e intervém quando necessário em zoonoses de relevância para saúde pública. Não tratamos doenças específicas e o espaço não se trata de de um alojamento de animais”, frisa Natália.
As profissionais entregaram algumas solicitações à prefeitura de Criciúma para que seja construído um outro órgão de bem-estar animal para alojar os cães. “Aqui é um local de passagem. Para animais abandonados temos alguns planejamentos para 2015”, salienta Natália.
Conforme o secretário de saúde de Criciúma, Paulo Conti, todas as solicitações do CCZ e de todas as áreas da saúde serão discutidas no início do ano que vem e as prioridades serão elencadas e colocadas em prática conforme urgência. “A criação desse espaço para animais vai sair em 2015. Não sabemos a data pois isso ainda será discutido e precisamos eleger as prioridades”, observa Conti.
Mais informações sobre voluntariado, adoção e castração de animais podem ser obtidas pelo telefone (48) 34458729



