Rei das Milhas: grupo é investigado por enganar clientes com venda de passagens aéreas
Prejuízo deixado pelos golpistas ultrapassa R$ 2 milhões


A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira, dia 26, a segunda fase da operação Rei das Milhas. A ação apura um esquema envolvendo a venda de passagens aéreas, eletrônicos e moedas estrangeiras. Um mandado de prisão preventiva foi cumprido em Garopaba, contra o irmão do principal investigado. O prejuízo deixado pelos golpistas já ultrapassa R$ 2 milhões.
Segundo a Polícia Civil, os autores conseguiam acessar milhas que não pertenciam a eles e as utilizavam para emitir passagens aéreas. Os bilhetes eram vendidos e os clientes acreditavam ter adquirido uma passagem regular. Porém, o problema surgia quando o verdadeiro proprietário das milhas percebia a situação e cancelava a emissão das passagens.
Problemas para os clientes
Conforme a Polícia Civil, em um dos casos, a vítima viajou com o marido para São Paulo. No entanto, pouco antes de retornar para Santa Catarina, recebeu mensagens do real proprietário das milhas utilizadas, que cancelou os bilhetes e deixou o casal sem voo de volta.
De acordo com a Polícia Civil, em outro caso, a vítima comprou passagens aéreas e moedas estrangeiras para uma viagem ao exterior, mas não conseguiu embarcar. O prejuízo estimado foi de R$ 30 mil.
Prejuízo deixado pelo grupo ultrapassa R$ 1,5 milhão
Segundo a Polícia Civil, a investigação também apura a venda de equipamentos eletrônicos, como celulares e videogames, que teria deixado um prejuízo superior a R$ 500 mil.
Conforme a Polícia Civil, os mesmos investigados já haviam sido presos anteriormente, por oferecer descontos de até 50% no pagamento de boletos utilizando milhas, causando mais de R$ 1,5 milhão em prejuízos. Com o cumprimento do mandado de prisão, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
































