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Reinventando a Educação Infantil em tempo de pandemia

Colégio Marista inovou na aprendizagem das crianças

Por Jessica Rosso Crepaldi

4 min de leitura

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Foto: Divulgação

Com o distanciamento social causado pelo novo coronavírus, um número expressivo de escolas no mundo todo teve suas atividades suspensas. Diante desse cenário, os professores – coautores no processo de aprendizagem – tiveram que se reinventar rapidamente para minimizar os impactos nos processos de ensino-aprendizagem.

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No início da pandemia, o desafio foi manter a escola viva para alunos e familiares e descobrir formas de usar a tecnologia de uma forma acolhedora, sem prejudicar o desenvolvimento da primeira infância. O cuidado era como manter a essência do que diz respeito a essa fase tão importante da vida sem ceder a modelos prontos e tradicionais.

Com a parceria das famílias, o Colégio Marista Criciúma conseguiu conjugar as exigências das famílias e a sua proposta curricular, a partir de proatividade, estudos e pesquisas realizadas pelos professores. “Contar com a participação das famílias tornou viável a concretização de uma das nossas propostas pedagógicas para a Educação Infantil: de tornar possível a aprendizagem por meio da pedagogia de projetos, uma metodologia que envolve a escuta e a participação e estimula a criatividade, a resolução de problemas e o prazer da descoberta, possibilitando vivências desafiadoras e proporcionando às crianças os primeiros passos para a construção da autonomia e do protagonismo”, relata Claudia Kochhann de Lima,
coordenadora da Educação Infantil do Marista Criciúma.

A instituição conseguiu proporcionar essas experiências na vida das crianças graças à ajuda de mães, pais e outros familiares que ofereceram aprendizagens significativas neste tempo tão desafiador que estamos vivendo. Afinal, a escola não pode parar nem se silenciar diante da sociedade, ela precisa contribuir, compartilhar e projetar um ensino de qualidade para todos. Mesmo sem frequentar o espaço físico da escola, é preciso lembrar que este ano não foi “perdido”, mas ressignificado com aprendizagens que
exploraram outras competências.

De acordo com Vanessa Knihs de Menezes, mãe do aluno Augusto (5 anos), a conclusão do projeto de investigação foi recompensadora e motivo de orgulho. “O Augusto é um menino muito independente, escolheu o tema sozinho: “se esfregar carvão, vira diamante?”. Foi muito interessante desenvolver as hipóteses e vê-lo animado com as tentativas. Quando ele descobriu que não seria possível obter diamante, ficou decepcionado, mas com o apoio e a condução da professora Greice, conseguiu terminar o projeto e ficou muito feliz em compartilhar seus conhecimentos com os amigos. Só posso agradecer ao colégio e a professora Greice”, constata Vanessa.

Augusto e seu Projeto de Investigação “Se esfregar carvão, vira diamante?”

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Já a Alice (4 anos), veio com o seguinte questionamento: “como existe o dia e a noite?”. “Participar do Projeto de Investigação com a Alice foi muito prazeroso e divertido. Ver a curiosidade dela em querer saber, montar as hipóteses, observar ao redor e dialogar em família, nos mostrou como é importante para a criança ter essas experiências e de como ela é capaz de absorver tudo que aprende e observa”, afirma Maiara Crescêncio Pizzetti Argente, mãe da Alice.

Maiara e Alice na apresentação do Projeto de Investigação para os colegas de turma, transmitido online.

“Nosso desejo é mostrar para todos que é possível realizar experiências positivas e significativas, de sair do lugar quando soubermos fundamentar as nossas escolhas e lutar também em tempos difíceis para mostrar o valor que tem a Educação Infantil na vida das crianças. Em tempos de pandemia, a escola precisa ser um espaço de construção de conhecimento, de esperança, de aprendizagens significativas, de histórias compartilhadas. A escola precisa ser um lugar de vida, um lugar onde as crianças se apaixonam pelo ato de aprender, independente, se ela acontece com mediação online ou presencial”, conclui Cláudia.

Para o diretor do Colégio “uma escola é um sistema que funciona de forma harmônica, articulando diversos interlocutores, efetivando propostas que viabilizam experiências de aprendizagem, engajando uma equipe de educadores que, de forma proativa, se adapta rapidamente às exigências da sociedade.

Uma escola não pode ser uma ilha, precisa estar sintonizada com a comunidade, com os desafios contemporâneos, com os anseios e curiosidades das crianças. Uma escola de qualidade é um processo de coautoria que se constitui a partir do diálogo aberto entre famílias, equipe de gestão, educadores e colaboradores. Uma escola de qualidade não se resume a simplesmente aprovar para avaliações em larga escala. Uma escola de verdade é a que viabiliza uma experiencia significativa de vida!” destaca Adriano Brollo.

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