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Relação entre homem e animal vai além da simples domesticação do bichinho

Por Redação Engeplus

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Foto: Foto: Richard De Luca

Hoje em dia os animais de estimação são considerados mais do que apenas um simples bicho dentro de casa, muitos os tratam como integrantes de suas famílias. Nesta terça-feira, quando se celebra o Dia dos Animais e de São Francisco de Assis, protetor dos bichinhos, o Portal Engeplus ouviu veterinários sobre cuidados com eles e o que mudou no trato de cães, por exemplo, e nas relações entre animais e donos nos últimos 15 anos.

Entre as principais mudanças está expectativa de vida dos animais, que aumentou de dez anos para cá. “Antigamente usávamos medicamentos de humanos em doses adaptadas aos animais. Hoje em dia temos medicamentos próprios, podemos fazer exames detalhados e assim identificar e curar as doenças da forma certa”, explica a veterinária Laís Ferreira, que trabalha há 17 anos com animais em Criciúma. De acordo com ela, isto foi importante para descobrir novas doenças e para a criação de novos medicamentos. A expectativa de vida de um cão que há alguns anos era de dez anos, hoje pode ultrapassar os 16 anos.

O veterinário Samuel da Rosa Machado acredita que os cães vivem mais por causa da alimentação. “Antigamente os cães comiam as sobras da comida, hoje temos rações especializadas com todos os nutrientes que eles precisam”, explica Machado. O banho e a tosa também estão mais comuns do que eram há algum tempo. “Sendo feitos regularmente também ajudam na prevenção de doenças de pele”, afirma o veterinário.

Cachorros de grande porte são menos procurados – Antigamente os cães de grande porte como Labrador e Pastor Alemão, eram os mais procurados. Hoje os cães mais vendidos são os de pequeno porte como Pug eYorkshire. Em seis meses, uma loja de animais que funciona anexa ao Supermercado Angeloni vendeu cerca de 400 cachorros, destes, 320 eram de pequeno porte. “Esta mudança aconteceu porque as pessoas estão morando mais em apartamentos do que em casas e costumam procurar um cachorro menor”, explica Machado.

Humanização do cão “criou” novas doenças – É comum ver cães sendo tratados como humanos. Dormindo junto com os donos e convivendo somente com pessoas os animais tendem a “criar” novas doenças, como é o caso do estresse, da ansiedade e da Síndrome do Abandono. “O problema do animal ser criado convivendo apenas com humanos é que ele não reconhece outro cachorro como seu semelhante deixando até de cruzar. Eles têm que ser amados e protegidos, mas a pior coisa que existe é eles se sentirem como um ser humano”, conta Laís.

Agility aproxima animal e dono (veja vídeo) – O agility é o esporte dos cães. Praticado juntamente entre o dono e o cachorro, o agility serve para aproximar os dois. “É bom porque o cão precisa confiar muito no dono e só segue ele pela voz e pelo corpo. Além disso, o exercício é anti-estresse e deixa o animal mais calmo”, afirma a veterinária. Em Criciúma não há uma escola do esporte, porém o dono pode ensinar o cachorro a enfrentar obstáculos em casa.

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