Renda familiar
Renda familiar garantida com venda de pipoca, churros, cachorro-quente...
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

Quem nunca foi atraído ou tentado pelo cheirinho de pipoca, churros ou cachorro-quente enquanto passava pela praça Nereu Ramos? A “culpa” é dos vendedores de pipoca, cachorro-quente, churros e suco que trabalham naquela área e estão em pontos estratégicos.
Alguns são velhos conhecidos da população, outros nem tanto, mas todos aproveitam o movimento do comércio para complementar a renda com a venda de alimentos tanto para os trabalhadores da área central quanto para quem vai às compras na praça. E eles garantem: dá para viver bem na profissão que escolheram.
O pipoqueiro Deoclésio Cechinel, de 50 anos, acompanha o horário do comércio e só trabalha até mais tarde nos dias em que as pessoas recebem o pagamento. Senão, segundo ele, ninguém quer gastar com pipoca. Ainda assim, ele alega que ao invés de complementar a renda, vender pipoca virou seu trabalho principal. “Agora, quem complementa minha renda é a aposentadoria, que diminuiu com o passar dos anos”, afirma. Cechinel já trabalha na praça há dez anos, e conseguiu trocar duas vezes de carro e comprar uma casa na praia. “Também ajudei meus filhos a estudarem e se casarem”, orgulha-se.
Aposentado com um salário mínimo, Vanderlei Inácio, de 59 anos, vende pipoca e churros em frente à Catedral São José. Ele está há 28 anos na praça, e já passou por momentos alegres e assustadores. “O mais aterrorizante para mim foi quando os mineiros fizeram greve na praça, e os policiais entraram em confronto com eles. Foi uma quebradeira, e eu precisei correr pela praça inteira com o carrinho de pipoca para fugir da briga”, comenta. Apesar do susto, Inácio afirma que vai trabalhar “até quando der” como pipoqueiro. “Tenho três filhos e um casamento que criei com o dinheiro da pipoca e do churros”, explica.



