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Repavimentação das obras do esgotamento sanitário é discutida

Obra na região da Próspera é considerada adiantada pela Casan, mas trabalho da Itajuí é questionado por moradores

Por Redação Engeplus

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Foto: Douglas Saviato

A segunda etapa do esgotamento sanitário de Criciúma ocorre desde julho de 2013. As obras se concentram nos bairros Próspera, Jardim Maristela, Ceará, Brasília, Argentina, Nossa Senhora da Salete, Vila Rica, Imigrantes e em partes dos bairros São Cristóvão e Pio Correa. A primeira etapa da obra ocorreu na região central de Criciúma, beneficiando 45 mil moradores, cerca 28% do município. Com a conclusão desta segunda etapa, serão beneficiadas mais 25 mil pessoas.
Com a obra, Criciúma passará a média nacional em relação ao esgotamento sanitário. A maior cidade do Sul catarinense terá, em média, 45% do esgoto tratado, ultrapassando a média nacional, que é de 37%. Estes números foram apresentados em uma reunião nesta quarta-feira entre a Casan, integrantes da Câmara de Vereadores de Criciúma, a empresa construtora da estação de tratamento, a Itajuí, a prefeitura de Criciúma e a Iguatemi, empresa responsável pelo trabalho ambiental da obra. A reunião serviu para que os vereadores e os responsáveis pela obra discutissem questões levantadas pelos moradores e os vereadores fizessem uma vistoria nos locais ponde as máquinas trabalham e onde já passaram.

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Durante a reunião, vereadores destacaram as reclamações dos moradores em relação as condições das estradas após a passagem da obra. A população reclama que as estradas são abertas e abandonadas. Segundo superintendente da Casan, Vilmar Bonetti, é necessário um período de 15 dias para que o solo esteja pronto para receber a repavimentação depois da passagem da rede coletora. Esse período é estabelecido para que o solo assente.

A moradora Maria Albertina Vieira, do bairro Brasília, reclama que as ruas Goiânia e Natal foram abertas em dezembro do ano passado, houve a repavimentação, mas a estrada ficou destruída. “A estrada está cheia de ondas, é um serviço muito mal feito. Além disso, com a chuva, o material utilizado na repavimentação acaba saindo. Destruíram as nossas ruas”, frisa a moradora. Durante a reunião ficou acertada uma vistoria nas ruas que receberam as obras e um relatório será realizado detalhando os pontos críticos destas estradas, que serão revitalizadas novamente em um convênio entre a Casan e a prefeitura de Criciúma. O relatório será feito até o fim desta semana.

A obra - A obra é executada pela Casan, bem como pela Itajuí e conta com a fiscalização da Caixa Econômica Federal, órgão rigoroso, considera Bonetti. A segunda etapa, avalia o superintendente, é menos complexa em relação a primeira, executada na região central da cidade, pois o tráfego de veículos e pessoas são menores. "A execução das obras estão adiantadas. A perspectiva é que em 12 ou 13 meses, a Casan termine as ligações, sendo construída, posteriormente, a estação de tratamento na região do bairro Próspera", adianta. O local vai ocupar um terreno de 12 hectares, no entanto, a estação vai ocupar dois hectares.

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“A construção será em um local amplo para não provocar nenhum incômodo aos moradores. Além da estação será feito o almoxarifado entre outros departamentos. Este terreno ainda não está acertado. As negociações estão adiantadas, mas não confirmadas”, destaca Bonetti. Ao todo, a segunda etapa contará com 92 quilômetros de rede coletora e ligará 4.899 residências. Em 2010, o valor da obra foi orçado em R$ 47 milhões. Quatro anos depois, a obra está avaliada em R$ 60 milhões.

Trabalho ambiental - Também foi exposta na reunião a preocupação ambiental. Antes da passagem da obra, uma equipe realiza visitas aos moradores e informam sobre as obras. Conforme o engenheiro sanitarista Diogo Ferreira, é conversado com os moradores sobre os impactos que a obra provocará. “Além dessa conversa, distribuímos material informativo. Explicamos os transtornos e benefícios das obras”, explica.

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