República Velha: PF investiga mais de R$ 500 mil não declarados em campanha
Valor foi usado par custear campanha de deputada estadual nas eleições de 2014
Por Redação Engeplus
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A Polícia Federal cumpriu na manhã desta sexta-feira, a Operação República Velha, que investiga um caso de corrupção eleitoral envolvendo uma candidata à deputada estadual nas eleições de 2014.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Rafael Antônio Broetti, a investigação começou em janeiro desse ano, como desdobramento da Operação Confidentia, deflagrada em Içara no ano passado. O cumprimento dos mandados com a Operação República Velha deflagrada envolveu mais de 44 policiais federais, em ações desencadeadas em Criciúma, Içara, Morro da Fumaça e Florianópolis. “Foram apurados delitos eleitorais de falsa prestação de contas à Justiça Eleitoral, que é o que chamamos de caixa 2, corrupção eleitoral e boca de urna”, explicou o delegado.
Segundo ele, as investigações colheram indícios de que, na campanha de 2014, os investigados teriam formado um grupo e, usando recursos de origem desconhecida, custearam despesas de campanha que não foram declaradas à Justiça Eleitoral. “Conforme investigamos, esse grupo era formado pela própria ex-candidata, por coordenadores de campanha e por cabos eleitorais. O próximo passo, agora, é a análise de materiais e intimação dos envolvidos para prestarem esclarecimentos”, informa.
Nos 11 mandados cumpridos, foram recolhidos equipamentos de armazenamento, HDs, notebooks, telefones celulares, contabilidade de empresas e planilhas, entre outros documentos.

Mais de R$ 500 mil não declarados
Segundo o delegado, as investigações apuraram um gasto de campanha de aproximadamente R$ 700 mil declarados à Justiça Eleitoral. Mas, há outro valor que foi levantado, que não foi declarado. “Até o momento, conforme o que conseguimos levantar, esse valor gira em torno de R$ 560 mil reais, em uma contabilidade paralela não declarada à Justiça Eleitoral”.
O delegado afirmou, ainda, que a origem desses recursos está sendo investigada na operação.

Investigação segue em sigilo
O delegado não informou os nomes dos envolvidos na investigação e informou que mais pessoas podem passar a ser investigadas após a análise dos materiais e documentos recolhidos. “O inquérito segue em segredo de justiça e todas as informações podem ser acessadas apenas pelos envolvidos”, explica.
Crimes
Conforme o delegado, se forem acusados, os investigados podem ser indiciados pela prática dos crimes eleitorais previstos nos artigos 350 (falsa declaração à Justiça Eleitoral - "caixa2") e 299 (corrupção eleitoral - "compra de votos"), ambos do Código Eleitoral, além do artigo 288 do Código Penal (formação de quadrilha).
































