Resenha - A costureira de Dachau, de Mary Chamberlain
Livro tem como pano de fundo a 2ª Guerra Mundial
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

Os leitores que têm uma queda por livros que trazem como pano de fundo a 2ª Guerra Mundial devem gostar de A Costureira de Dachau, da escritora e historiadora Mary Chamberlain. O livro conta a história de Ada Vaughan, uma jovem londrina de 18 anos que sonha em deixar para trás a vida pobre que leva e se tornar uma mulher da alta classe. Para isso, Ada estuda costura e oratória, com o sonho de se tornar uma espécie de Coco Chanel.
Sua vida acaba tomando um rumo diferente do planejado quando ela conhece o jovem Stanislau poucas semanas antes do início da guerra. Apaixonada por ele, Ada aceita viajar com o rapaz para Paris durante um fim de semana, acreditando que seria pedida em casamento enquanto estivessem na França. Justamente no dia em que voltariam a Londres, no entanto, a Alemanha invade a Polônia, dando início à guerra. Ada se vê presa, junto com o então namorado, em um país que não é o seu de origem, longe da família e do trabalho, tendo que iniciar uma vida nova.
A partir de então, a jovem se vê enfrentando desafios sozinha, em um momento em que poderia ter o apoio da família. O restante do livro traz a história de como Ada precisa amadurecer ao se tornar uma prisioneira de guerra em Dachau (cidade alemã onde foi construído o primeiro campo de concentração nazista), enfrentando provações que até então achava inimagináveis.
Neste livro, a autora misturou a ficção com diversos elementos da realidade. Ela explica no posfácio que tanto a personagem principal quanto outros aspectos da história são fictícios. Entretanto, comandantes do campo de concentração de Dachau citados no livro realmente existiram, assim como fatos relacionados à guerra narrados no livro. Isso ajuda o leitor no sentido de transportá-lo para dentro da história.
Apesar de ser uma história forte e em muitos momentos chocante e marcante, A Costureira de Dachau tem uma narrativa fácil e intrigante. É um livro fácil de ler, o que não quer dizer, necessariamente, que seja um livro fácil de “engolir".



