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Resenha - Vox, de Christina Dalcher

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Por Redação Engeplus

2 min de leitura

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Desde que fiquei sabendo do lançamento de Vox tive curiosidade para ter o livro em mãos. E posso dizer uma coisa: essas 320 páginas passam num piscar de olhos. A história é envolvente, e apesar de trazer um conteúdo pesado, consegue ser uma leitura fácil de ser feita. Os fãs de distopia podem colocar Vox na lista sem medo de ser feliz.

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Imagine viver em um país onde mulheres só podem falar 100 palavras por dia. Esse é o universo de Vox. O livro acompanha a história da Dra. Jean McClellan, uma renomada pesquisadora e neurologista que se nega a acreditar no que está acontecendo após a eleição de um governo ultraconservador nos Estados Unidos. No entanto, a redução no número de palavras autorizadas é apenas o começo de tudo.

Chega um momento em que elas não podem mais trabalhar e as meninas não podem mais aprender a ler e escrever. A pesquisadora passa a viver desafios diários na criação de seus filhos. Ela tenta ensinar coisas para a filha, mas ela não pode demonstrar na rua ou na escola o quanto aprendeu ou sabe. Em contrapartida, Jean tem dificuldades com o filho, que aos poucos começa a demonstrar estar se alinhando aos novos ensinamentos de seu governo.

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Em determinado momento, a neurologista é convocada para uma missão do governo, já que é uma das únicas profissionais da área capacitadas para o que eles precisavam. A Dra. Jean entende que essa é uma oportunidade de lutar para uma mudança no rumo das coisas. É interessante ver como ela encontra aliados onde menos espera, e também como a história se desenrola para mostrar que existem pessoas lutando pela causa das mulheres onde elas menos imaginam.

Destaque especial para como o livro nos faz sentir. A autora, Christina Dalcher, consegue retratar tão bem as emoções da história que nos faz quase sentir na pele a revolta e o desespero pelos quais passam esses personagens. Particularmente, achei esse livro um refresco para as distopias infantojuvenis que vínhamos acompanhando - Jogos Vorazes, Maze Runner, Divergente... quem gostou de 1984, por exemplo, deve adorar Vox.

E a gente segue conversando pelo e-mail entrelidasevindas@engeplus.com.br ou pelo perfil @entrelidasevindas, no Instagram. O que você acha sobre o assunto? Te espero lá.

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