Resident Evil 7 Análise/Review

A inovação assustadora de Resident Evil 7

Por Canal do Fim do Mundo

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Resident Evil 7 Análise/Review
Foto: Canal do Fim do Mundo

O recomeço mais que desejado.

Quando saiu as primeiras informações sobre o novo Resident Evil 7 a dúvida de todos era a mesma. Será que a coisa voltaria para os trilhos?

Após o fracasso de Resident Evil 6 (que conseguiu ficar tão ruim quanto os filmes o_0) era evidente que um reboot ou uma reinvenção da série era necessária, ou os dois.

E foi isso que a Capcom fez. Trouxe uma nova dinâmica para o game, um novo estilo de câmera e movimentação que ainda não havia sido usada antes e buscou nas raízes da série os sustos que tanto faziam falta para os jogadores mais velhos.

Para mim ficou evidente que com o passar dos anos a Capcom tentou trazer a série para a nova geração de jogadores (não confundir com consoles), que não possuem muitas habilidades e/ou paciência para a solução de puzzles, fazer uma economia de recursos ou de entender que em certos games é necessário passar pelo mesmo lugar várias e várias vezes na busca de algo novo. E isso impulsionou essa série, que era concebida como survival horror, para o tiroteio sem sentido de um game de ação com nome de survival horror. O que aos poucos se mostrou ineficaz e por isso foi necessário reinventá-lo.

Veja tudo que saiu no Canal do Fim do Mundo sobre Resident Evil

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A reinvenção

A série saiu da ação e foi diretamente para o terror e survival horror (uhuuu).

O jogo se passa dentro de uma mansão claustrofóbica cheia de segredos e referências para com os games antigos da série. A economia de recursos está de volta e o medo e sustos acompanham o jogador a todo o momento.

O fato de o game ir parar muito mais no terror do que no survival horror que era uma dúvida desde o início, fica logo de lado quando a história começa a se desenrolar o que por muitas vezes leva o jogador a ter as velhas sensações tão desejadas de medo mesclado a curiosidade em seguir em frente.

O game é de longe melhor do que o esperado para um Resident Evil para a nova geração. Fugiu da ação que já não fazia mais sentido e buscou mais referencias nas raízes da série, o que pode não agradar muito os jogadores mais novos. Mais o que para mim era muito necessário para o futuro da série, porque acho que os jogadores que devem se adaptar ao game e não o game aos jogadores. E é lógico que um pode ajudar ao outro, mas um game de survival horror se transformar em um game de ação, perdendo todo o sentido da sua proposta, só para agradar um geração de mimimis??? Acho que não rola, e o fato de o game ter perdido tanto do seu prestígio nos últimos anos e precisar se reinventar prova isso.

Os erros e acertos

O game traz muitas referências ao início da série, o game se passa numa mansão como o primeiro da série, o medo é constante, o jogador precisa fazer a economia dos seus recursos, o baú de itens está de volta e até para salvar existe uma lembrança da máquina de escrever.

Toda a história gira em torno do pedido de socorro feito pela esposa desaparecida do personagem principal Ethan, que parte então para encontrá la chegando assim na mansão dos “Bakers”, que diga-se de passagem é uma família bem legal xD.

Os “Bakers” roubam a cena durante todo o game, as falas, as cenas e o comportamento bizarro da família deixam o jogador o tempo inteiro com um frio na barriga e com as mãos suadas no controle.

O game pode ser dividido em 3 atos, onde o início é muito frenético de informações e ações que devem ser tomadas pelo jogador. O segundo ato é mais calmo em relação aos acontecimentos do primeiro ato, e o jogador passa bastante tempo na busca de itens e na solução dos puzzles (mais isso não significa que os sustos e o medo vão embora, pq nessa parte as coisas ficam bastante tensas). O terceiro e último ato se concentra na solução da história para o grande final.

Porém vale destacar que muitas pontas ficam soltas, para outras jogatinas futuras e também para dar continuidade nos próximos games da série.

O que não fecha muito bem e que precisa ser melhorado, são um pouco das texturas que em alguns momentos que parecem sem polimento, como a vegetação mal renderizada. (mas sinceramente, pra mim está ótimo)

A movimentação sim precisava ser melhorada. É notável que faltou um comando para o personagem correr ou andar um pouco mais rápido. Em muitos momentos você quer fugir de um inimigo, ou bolar algo para flanquear-lo e você é impedido pelo fato de o personagem andar devagar e não correr =/ vai entender?

Faltou também um pouco de profundidade para com os personagens principais, coisa que deixa por muitas vezes o jogador sem se preocupar com eles da mesma forma que se preocuparia com outros personagens da série. (para mim, se a Ada morrer em algum game eu ia ficar puto =|).

Fim

O game é top, vale a compra e muito. E como, estava faltando algo assim nessa geração o/.

Os gráficos estão ótimos, e são parte do show em muitos momentos, a casa é cheia de detalhes que beiram a perfeição que ainda não havia aparecido nesta geração.

Facinho facinho é o game do ano.

Existem sim muitas referências para com a série, e a história se passa depois do 6 game.

Não deixe de jogar se você puder e tiver coragem.

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