Retorno das
Retorno das aulas no Energia está descartado
Por Redação Engeplus
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Um encontro na manhã desta quinta-feira na sala do promotor de justiça do Ministério Público Alex Cruz serviu não para negociar o retorno das aulas no colégio Energia, mas sim para organizar a entrega dos históricos e dos materiais disponibilizados à instituição de ensino. “Estamos montando a estrutura para permitir aos pais o resgate dos documentos para que consigam efetuar as matrículas dos alunos nas escolas e nas universidades, além dos materiais escolares”, explicou dizendo que a entrega deverá ser feita no próprio colégio e o calendário será divulgado pela imprensa ainda hoje. Quanto à reabertura da instituição as notícias não são das melhores. “O retorno das atividades no Energia no momento está descartado, não estamos mais negociando um acordo”, enfatizou o promotor. Participaram da reunião os advogados da AFAP Ltda., proprietária do prédio, da escola e o ex-diretor do Energia de Criciúma, Leonir Mafiolete.
Na tarde de ontem Cruz fez o pedido de busca e apreensão dos cheques que foram entregues à administração do colégio para o pagamento de matrículas. “Os cheques estão com os advogados e eles se comprometeram em fazer a devolução espontânea. Provavelmente ainda hoje”, informa. O promotor ressalta que a grande maioria dos cheques já foram trocados em factoring, mas com o registro do Boletim de Ocorrência os pais podem sustar os valores em seus bancos.
Na visão do promotor, caso o colégio protocole o pedido de falência, dificilmente os pais conseguirão reaver os valores. “Esses credores serão os últimos da fila e alguns pais sairão no prejuízo”, elencou. A coordenadora do Procon de Criciúma, Nadir Zappelini, desde ontem está recebendo a ligação de diversos pais. A maior preocupação é quanto ao ressarcimento das mensalidades pagas adiantadas, os uniformes comprados que não serão usados e os boletos que foram gerados e estão vencendo. No terceiro caso Nadir entrou em contato com o promotor para orientar os pais. “Pensasse em gerar uma ação civil pública para sustar estes boletos, mas até o momento não foi entrado em um consenso”, revelou.
Sobre a falência da instituição Nadir comenta que já recebeu a informação de que ação está pronta e só falta ser protocolada. “Íamos abrir os processos para restituição dos valores, mas se a falência for protocolada os credores terão que se habilitar no processo de falência”, detalhou. Ela aponta que nestes casos existe uma lista de credores de acordo com as prioridades. Primeiro são os credores trabalhistas (funcionários), tributários, outras dívidas e por últimos os quirografários, que seriam os pais dos alunos.



