Greve no transporte
Reunião com grevistas e parte das empresas termina sem proposta
Paralisação do transporte coletivo continua; haverá negociação na manhã desta quinta
Por Redação Engeplus
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Uma reunião foi realizada no fim da tarde desta quarta-feira para discutir a greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Criciúma e região. O encontro aconteceu na sede da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), em Criciúma, com a participação de representantes do movimento de greve, do Ministério Público, da prefeitura de Criciúma, além de assessores jurídicos do sindicato dos trabalhadores e do Grupo Forquilhinha - formado pelas empresas Expresso Forquilhinha, Transgeraldo e São Marcos.
Nenhuma proposta salarial foi apresentada e as demais empresas responsáveis pelo transporte coletivo na região não enviaram nenhum representante. No entanto, uma segunda reunião entre as partes envolvidas será realizada na manhã desta quinta-feira e dois pontos importantes ficaram acertados: o representante jurídico do Grupo Forquilhinha apresentará uma proposta aos trabalhadores; a prefeitura de Criciúma ficou como intermediadora para convidar as outras empresas para o encontro de amanhã.
O advogado do comando de greve, Francisco Balthazar, afirma que a reunião de hoje serviu para iniciar uma possível negociação entre as empresas e os trabalhadores, pelo menos com o Grupo Forquilhinha. Segundo ele, as empresas da região estão bastante divididas no que diz respeito a greve deflagrada sem o consentimento do sindicato trabalhista e ainda sobre as propostas de aumento salarial.
Balthazar também explica que houve um avanço em torno das discussões sobre a legalidade ou não da greve, tendo em vista que ficou acordado que todas as negociações feitas diretamente com os representantes dos grevistas devem contar também com a presença de representantes do sindicato dos trabalhadores.
Conforme o assessor jurídico do Grupo Forquilhinha, Robinson Kraemer, as divergências entre o comando do sindicato trabalhista e os próprios trabalhadores causam transtornos e dificultam as negociações, como o que tem ocorrido nos últimos meses. Agora, pelo menos, segundo Kraemer, as duas partes concordaram em participar das próximas reuniões, um pedido das empresas.
"A ideia anterior é de que haveria um consenso entre as empresas para apresentar uma proposta aos trabalhadores, mas os últimos acontecimentos impediram isso. Mesmo assim, o Grupo Forquilhinha está disposto a negociar com eles. O que buscamos é a solução do conflito. Se o sindicato e o comando (da greve) negociarem junto conosco, podemos ter grandes avanços", garantiu o advogado do Grupo.



