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Reunião com ministro de Minas e Energia vai discutir futuro do Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda

Engie comunicou que não tem mais o desejo de manter usinas funcionando

Por Lucas Renan Domingos

3 min de leitura

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Foto: Divulgação/Engie

A principal pauta de economia do Sul de Santa Catarina nesta segunda-feira, dia 7, envolve o setor carbonífero. Durante o último fim de semana, dias 5 e 6, a empresa Engie emitiu um comunicado onde anuncia o início do processo de desativação do Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda, localizado no município de Capivari de Baixo. A empresa apontou que não possui mais interesse em trabalhar com geração de energia com o uso de carvão, o que chamou de processo para “descarbonizar o portifólio”.

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A informação preocupa os municípios que fazem parte da Associação dos Municípios Região Carbonífera (Amrec). “O que acontece é a que o complexo é o coração de toda uma cadeia de produção de carvão. Do que é produzido aqui, 99% é encaminhado para a Jorge Lacerda. O carvão também é a principal carga transportada pelas nossas ferrovias e o setor carbonífero envolve mais de 21 mil empregos. E também tem outros negócios que são fornecedores da Engie”, destacou o presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral, Fernando Luiz Zancan.

A Engie estabeleceu um cronograma para desativação do Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda. Até dezembro de 2021 serão desligadas as unidades um e dois da UTLA. Em dezembro de 2023 serão finalizadas as atividades das unidades três e quatro da UTLA e em dezembro de 2025 param a UTLB e a UTLC. Ao mesmo tempo, a empresa afirmou ainda na nota que está “aberta a receber propostas para vender o CTE, desde que haja um equilíbrio entre o risco e as condições financeiras apresentadas”. A estimativa é de que o fechamento do complexo gere uma queda de redução de R$ 6 bilhões ao ano na economia da região.

Para evitar que as atividades do Complexo Termoelétrico da Jorge Lacerda cheguem ao fim e o setor carbonífero seja colocado em risco, o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, convocou reunião nesta segunda-feira com representantes da atividade econômica e com deputados federais do Sul Catarinense. A intenção é iniciar uma mobilização política para evitar o fechamento das usinas.

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“Na quarta-feira (dia 9) o deputado Daniel Freitas, que é presidente da Frente Parlamentar do Carvão Mineral agendou uma reunião com o ministro de Minas e Energia. Precisamos ganhar tempo. O primeiro passo estender a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético, encargo cobrado mensalmente na conta de luz que financia incentivos e políticas públicas no setor elétrico, como o subsídio da geração térmica a carvão mineral). Temos que levar até 2035, daí isso facilita a entrada de um novo dono. Com isso, a gente consegue sentar para ver como vamos modernizar este parque termoelétrico que temos aqui”, destacou Zancan.

O complexo é constituído por sete grupos geradores, agrupados em três usinas: Jorge Lacerda A, com duas unidades geradoras de 50 MW e duas de 66 MW cada, Jorge Lacerda B, com duas unidades de 131 MW cada e, Jorge Lacerda C, com uma unidade geradora de 363 MW, totalizando 857 MW. A garantia física para comercialização da sua energia é de 649,9 MW médios e sua autorização para funcionamento tem vigência até 2028.

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