Reunindo atletas de 35 países, Banana Bowl movimenta as quadras de tênis de Criciúma

Nesta segunda, um dos destaques do dia foi para o jogo do paraguaio Adolfo Vallejo

Por Amanda Garcia Ludwig e Lucas Renan Domingos

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Reunindo atletas de 35 países, Banana Bowl movimenta as quadras de tênis de Criciúma
Foto: Luiz Candido / Divulgação

Os olhos do tênis mundial estão voltados para o que acontece nas quadras do Mampituba, em Criciúma, nesta semana. O clube é sede do Banana Bowl, torneio que reúne os grandes destaques do tênis infantojuvenil e por onde já passaram alguns dos tenistas que vieram se tornar grandes ídolos do esporte. As chaves principais iniciaram nesta segunda-feira, dia 21, com as finais programadas para sábado, dia 26.

Além dos quatro Grand Slams, são apenas sete torneios no calendário anual com graduação JA, a que mais distribui pontos no ranking. Por isso, estão presentes no sul de Santa Catarina tenistas de todas as partes do mundo.

Edição histórica

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Criciúma entrou no calendário da competição em 2017, e todas as edições realizadas deste então aconteceram em solo carvoeiro. Nesta no, no entanto, a edição é considerada histórica: pela primeira vez na história do Banana Bowl, todas as categorias são disputadas na mesma cidade, ao mesmo tempo.

Desde que passaram a ser realizadas em Criciúma, as disputas acontecem no clube Mampituba. Neste ano, com o aumento no número de jogos e categorias disputadas, o Criciúma Clube entrou no radar da competição e recebe uma delas: a categoria 12 anos.

Para o presidente da Federação Catarinense de Tênis (FCT), Alexandre Farias, esse resultado se dá, muito, em razão da boa estrutura apresentada pelos clubes criciumenses. "Temos 21 quadras, e conseguimos tocar o torneio com isso. Se tivéssemos mais, seria melhor, mas temos uma boa estrutura. E vamos cada vez mais aprimorar esse evento e melhorar sua qualidade. Neste ano, também utilizamos as quadras do Criciúma Clube, porque o evento é histórico e grandioso, e conseguimos realizar em uma única cidade todas as categorias. Isso nunca aconteceu", destaca.

Farias conta que desde o primeiro momento em que a federação idealizou grandes torneios para Santa Catarina, estava na mira o Banana Bowl. O presidente da FCT explica que antes, a competição acontecia em São Bernardo do Campo (SP), mas a qualidade e infraestrutura apresentada não condizia com o tamanho do torneio. "Aceitamos o desafio de receber o Banana Bowl em Criciúma e fizemos a primeira edição aqui em 2017. Acredito que enquanto eu continuar sendo presidente da federação, esse evento não sai do Mampituba", afirma.

Durante a competição, Criciúma entra em evidência nacional

É consenso entre entre os envolvidos na competição que tanto Criciúma quanto o clube Mampituba entram em evidência durante as edições do Banana Bowl. Isso porque é destaque entre atletas, treinadores, familiares e organização a qualidade das quadras e infraestrutura do clube. Neste ano, Criciúma recebe representantes de 35 países. O torneio teve, segundo o presidente do Mampituba, Larciney Antônio Fabris, uma inscrição maciça de 800 atletas. "Nosso clube tem uma estrutura fantástica, que proporciona isso", avalia Fabris.

Para o presidente do clube, existe um fator primordial para que a confederação chancele o acontecimento do evento no Mampituba. "A estrutura traz também acolhimento para os atletas e técnicos. Eles mesmo fazem uma avaliação a cada temporada, e por isso há a segurança de que o clube é capaz de fornecer uma grande estrutura", comenta.

Segundo o vice-presidente da Confederação Brasileira de Tênis, Aristides Barcellos, Criciúma recebe os participantes do torneio 'muito bem'. "A estrutura de tênis do clube é de primeiro mundo. É ideal para esse tipo de competição", conclui.

Sobre a competição

O Banana Bowl terá uma rodada repleta de brasileiros nesta terça-feira, dia 22, no Clube Mampituba, em Criciúma (SC). Serão nove atletas do país em quadra medindo forças contra destaques internacionais da modalidade. A rodada terá início às 9h30.

Logo na primeira rodada de jogos da categoria 18 anos, Olivia Carneiro enfrenta a polonesa Malwina Rowinska e Carolina Laydner tem pela frente a canadense Mia Kupres. Na sequência, a catarinense Maria Turchetto joga contra a iraniana Meshkatolzahra Safi, enquanto a paulista Ana Candiotto encara a neozelandesa Vivian Yang e Bruna Melato enfrenta a norte-americana Ava Krug.

Nos jogos previstos para não antes das 12h30, Nicolas Oliveira tem jogo contra o argentino Lautario Midon, e o carioca João Fonseca enfrenta o croata Ivan Sodan. Os últimos dois brasileiros em quadra serão João Schiessl e Davi Savi, contra o norte-americano Cooper Williams e o francês Paul Inchauspe, respectivamente.

Nesta segunda, um dos destaques do dia foi para o jogo do paraguaio Adolfo Vallejo, quarto colocado do ranking mundial juvenil. Ele enfrentou o norte-americano Leanid Boika (57º), que venceu por 2/6, 6/3 e 6/4.

O Banana Bowl tem grau de pontuação JA e está entre os principais do ranking mundial da ITF. O torneio recebe também as categorias 14 e 16 anos, que pontuam para o ranking sul-americano, e a categoria 12 anos, valendo para o ranking nacional da CBT. No fim de semana haverá também a disputa do Tennis Kids, com a presença de crianças dos 8 aos 11 anos.

O Banana Bowl é realizado pela Confederação Brasileira de Tênis, com a chancela da Federação Internacional de Tênis (ITF) e da Confederação Sul-Americana de Tênis. O torneio tem o patrocínio de BRB - Banco de Brasília, Adega Online, W.A. Sport, Wilson, Água Santa Rita e Prefeitura de Criciúma. Apoio da Federação Catarinense de Tênis e Clube Mampituba.

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