Riscos e
Riscos e pouco lucro nos táxis
Por Redação Engeplus
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Não está fácil ser taxista em Criciúma. O presidente do sindicato da categoria aponta necessidade de revisão das tabelas de pagamento das corridas, redistribuição dos pontos na cidade e reforço da segurança. "Faz seis anos que a tabela do táxi não tem reajuste. Estamos pedindo 30%", adianta Claudecir Batista. A ASTC informa que nos próximos dias será assinado um decreto concedendo a reposição da inflação do período nas tabelas.
Muitos usuários reclamam que os taxistas não ligam os taxímetros para as corridas. Batista explica que a culpa é justamente dos valores defasados. "Se ligarmos o taxímetro uma corrida será mais barata que andar de ônibus na cidade. Uma vergonha".
O grande número de taxistas atuando na cidade é outro problema. "Hoje somos 134 quando o ideal seriam uns 60", revela Batista. O taxista Nerocir Mendes trabalha no ponto de táxi do Criciúma Shopping e cita a necessidade de revisão dos pontos existentes na cidade. "Somos oito taxistas no shopping, é muito. Dois já seria o número suficiente, e outros dois para o Parque das Nações e os demais deveriam ir para outros lugares", comenta.
A ASTC recebeu pedidos para criação de novos pontos de táxi junto aos supermercados Giassi, Angeloni e Moniari. "Vamos abrir licitação em breve", confirma o superintendente do órgão, Jair Haas.
Os assaltos a taxistas tem sido frequentes na cidade. Uma alternativa é a instalação das cabines já existentes em alguns carros, mas trata-se de um investimento pesado para os profissionais. "Uma cabine daquela custa quase R$ 3 mil. A maioria não tem condições de arcar com esse custo", informa o presidente Batista.



