Rodoviária completa
Rodoviária completa 33 anos com problemas
Por Redação Engeplus
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No dia em que completa 33 anos, a Rodoviária de Criciúma tanto abriga histórias como problemas. Moradoras de Três Cachoeiras (RS), as amigas Débora Maggi, 21 e Juliana Borges, 22, estudantes do curso de Fisioterapia da Unesc, utilizam com frequência o local. “O aspecto físico poderia ser melhor, afinal de contas é esse o cartão de visitas dos que aqui chegam”, afirma Juliana.
Débora diz ser testemunha da constante limpeza, mas gostaria que os banheiros tivessem atenção especial. “O problema é que nesse lugar a limpeza não aparece. A Rodoviária está merecendo uma boa reforma”, sugere.
Um usuário que prefere não se identificar conta que no local são recolhidos em torno de R$ 35 mil por mês e que o abandono veio quando a administração passou do condomínio para a CriciúmaTrans.
“Isso aqui é uma vergonha. Uma mulher não pode vir para cá sozinha à noite, é perigoso. Os flanelinhas ficam aqui no período noturno e ameaçam riscar e atirar pedras nos veículos estacionados no entorno, caso os motoristas não paguem pelo uso”, denuncia.
VIDA NA RODOVIÁRIA
Rosângela Eleotério, proprietária há 32 anos e seis meses de uma banca de revistas, construiu sua história de vida dentro da Rodoviária. Ali, há 25 anos, conheceu o marido. “Ele morava em Morro da Fumaça e sempre vinha conversar com os amigos que eram cobradores."
Casados, tiveram dois filhos e é do trabalho no dia-a-dia no local que pagam a faculdade deles. Questionada sobre o que daria de presente à estação em seus 33 anos de funcionamento, não teve dúvidas. “Uma reforma e ar-condicionado central porque é desumano com os usuários esse lugar no verão”, afirma.
A segurança, segundo Rosângela, também merece atenção. “Usuários de crack vêm para cá à noite e transformam o espaço em suas casas. Eles dormem nos bancos”, relata. Ela concorda que a Rodoviária era melhor conservada quando um condomínio dos comerciantes administrava o espaço. “Com o dinheiro da taxa de embarque foi feita uma grande reforma, havia guardas noite e dia e era muito mais limpa”, relembra.



