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Rota do Sol: natureza desafia a engenharia

Por Redação Engeplus

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Reivindicação histórica das comunidades serranas gaúchas, a Rota do Sol - rodovia entre a serra e o litoral - converte a sua conclusão num dos mais ousados desafios da natureza à engenharia.

Dois mastodônticos viadutos na Serra do Pinto, cuja altitude ultrapassa os 900 metros, sinalizam finalmente os prazos para que o sonho se realize.

De Curumim, 30 km ao sul de Torres pela Estrada do Mar, até o topo da serra, o tiro é curto. O percurso totalmente asfaltado cruza a BR-101 em Terra de Areia.

Eventuais atrasos decorrem da beleza dos paredões circundando a rodovia. O visual deslumbrante lembra as encostas da Serra do Rio do Rastro em Santa Catarina, exigindo vários pit-stops.

No topo da Serra do Pinto, é a engenharia que rouba as atenções. Túneis nos dois sentidos com mais de 300 metros de extensão interligarão nos próximos meses os megaviadutos de reversão do tráfego. No passado, a sua construção beirava o delírio.

A Rota do Sol possui, na verdade, 773 km unindo o extremo-oeste gaúcho (São Borja) ao litoral norte (Terra de Areia e Curumim). O turismo ambiental e o encurtamento das distâncias não resumem a sua importância estratégica.

A conclusão do trecho entre a localidade de Aratinga (serra) e Curumim, prevista para 2007, deverá escoar cerca de mil caminhões por dia, transportando 3,9 milhões de toneladas de cargas.

A beleza dos paredões da Serra do Pinto, porém, é só o primeiro o convite a ensaios fotográficos. Vencida a altitude, o cenário verdejante migra para a imensidão dos Campos de Cima, limites de Cambará do Sul e São Francisco de Paula. A pastagem domina colinas a se perder de vista, destacando o porte imponente das araucárias.

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