Lojistas
Roubos e assaltos preocupam lojistas do Centro de Criciúma
Nesta madrugada uma lojista sofreu o 5º roubo em menos de 5 meses
Por Redação Engeplus
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Depois de um assalto a mão armada e roubo em sete lojas, mais uma lojista sofreu prejuízos com outra tentativa de furto. Graziela Fontanela é proprietária de uma loja de roupas e artigos femininos e já foi vítima de cinco roubos em menos de cinco meses. “Desta vez, eles estragaram apenas a porta e tentaram levar o ar-condicionado, mas o alarme disparou e talvez por isso eles não conseguiram terminar a ação”, conta Graziela.
No total, os prejuízos de cinco roubos ultrapassam a quantia de R$ 7 mil. No entanto, para a lojista, não é apenas o roubo que causa transtornos. “Não me sinto segura. Já pensei em fechar a loja várias vezes. Tenho uma filha pequena e sempre que dispara o alarme é uma aflição para nós”, comenta.
A lojista Miriam Junkes, que também mora no mesmo local onde possui o comércio há 30 anos, se revolta ao contar que perdeu as contas de quantas vezes foi assaltada e roubada. “Se eu viro as costas por alguns instantes eles entram roubam e saem correndo. Quem faz isso já conhece o território. Perdi as contas de quantos de prejuízos eu tive. Minhas joias pessoais eles carregaram tudo”, frisa.
A revolta da moradora resultou em um processo de agressão. Ela conta que, em uma das oportunidades, perdeu o medo e enfrentou o autor do crime. “Eu agredi o homem e tive que responder processo por isso. Ou seja, eles entram roubam, ameaçam a nossa segurança e a polícia não faz nada. Quando tentamos fazer com as próprias mãos, somos culpados”, diz. Miriam já colocou grades na frente da loja/residência e agora está colocando cerca elétrica em todo o terreno.
Outra lojista que também colocou grades em sua loja teve um prejuízo similar ao de Graziela. “Levaram minha televisão, o suporte e diversos acessórios caros da loja. O prejuízo com o vidro quebrado também foi alto”, pontua a proprietária Jordana Rabelo. A lojista diz que mesmo com o alarme associado a uma empresa de segurança privada, não foi possível prevenir ou recuperar os pertences. “Quem faz isso é profissional. Eles não se importam mais com o alarme e são mais rápidos que a seguradora”, destaca.
Já a gerente Morgana Nunes, de uma loja feminina que abriu há pouco tempo, conta que o espaço foi roubado um dia antes da inauguração, porém, como o alarme estava ligado, os autores fugiram levando apenas um computador. “Eles mexeram nas mercadorias, mas acreditamos que se assustaram e fugiram. Mesmo assim, o medo continua”, afirma.
Casos como esses que acontecem na região central de Criciúma levaram muitos lojistas a procurarem a polícia. Nesta tarde três viaturas da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) estavam circulando pelo Centro. “Algumas ações estão sendo estudadas para aumentar a segurança da população, de forma preventiva”, antecipa o capitão da PM de Criciúma, Eduardo Moreno Persson.
Já a Polícia Civil, que cuida da investigação após os crimes cometidos, explica que a falta de efetivo é o problema da equipe por não conseguir atender toda a demanda. “Estamos com apenas um policial para fazer a investigação dos crimes. Infelizmente, não estamos dando conta”, salienta o delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Criciúma, Vitor Bianco.



