Direitos
Salários e segurança na pauta dos conselheiros tutelares
Categoria reclama relações com a Polícia Civil e baixa remuneração
Por Redação Engeplus
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Criciúma colocou em operação, em janeiro, seu segundo Conselho Tutelar. Atualmente, são dez conselheiros a serviço das crianças e adolescentes. Entre as dificuldades inerentes da função, duas tem preponderado atualmente: a relação com a Polícia Civil e a remuneração, cuja responsabilidade é da Prefeitura.
“Acontece que somos acionados para condução de menores até as residências, muitas vezes em situações adversas”, comenta o conselheiro Márcio Marcos da Silva. “Muitas vezes, para não pernoitar com os adolescentes na delegacia, como deveria ser para os procedimentos serem feitos, os policiais nos acionam em horários inadequados para leva-los muitas vezes até regiões onde há sérios problemas de segurança”, detalha o conselheiro. “Já temos um despacho judicial que nos confere o direito de não realizar o deslocamento em determinados horários e para determinadas regiões”, explica.
Há, ainda, uma questão de carga horária envolvendo os menores de Criciúma que são apanhados em atitudes suspeitas ou irregulares em cidades vizinhas. “Somos chamados para atendimentos em outros municípios e, por vezes, ficamos horas a fio em uma ocorrência, de um dia para outro, e não recebemos horas extras para isso”, revela a conselheira Maria Rosimeri Monteiro. “Nosso salário é inferior ao de um professor. Ganhamos muito pouco para a responsabilidade que temos”, acrescenta. Um conselheiro recebe, atualmente, cerca de R$ 3 mil mensais.
“Nossa intenção é levar essa discussão à Câmara, para tentar o empenho dos vereadores a favor da nossa atividade, que é defender o Estatuto da Criança e Adolescente”, conclui o conselheiro Márcio Marcos.



