Salvaro fez pedido ao governador para que não houvesse 'lockdown', mas pede conscientização
Prefeito de Criciúma alerta para gravidade do momento vivido em função da pandemia

Santa Catarina vive uma nova onda de contaminação pela Covid-19. E isto resultou em ações governamentais de restrição como limitação do horário de funcionamento de atividades e serviços não essenciais até a meia-noite, restrição de circulação e de aglomeração de pessoas em espaços públicos e privados e em vias públicas até as 5 horas, além do funcionamento do transporte coletivo urbano municipal, respeitada a ocupação máxima de 70% da capacidade do veículo.
Estas medidas de contingência foram comentadas pelo prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, em entrevista ao Portal Engeplus. Ele explica que pediu ao governador Carlos Moisés que não houvesse lockdown em Santa Catarina para que a economia siga funcionando. Isto aconteceu durante uma reunião do governador com os prefeitos das 20 maiores cidades do estado.
Salvaro e Moisés sem cumprimentam durante visita do governador à Criciúma, na última terça. (foto: Thiago Hockmüller)

“O governador colocou a situação caótica, de calamidade que vive o estado. Atendeu nosso pedido de não fazer lockdown, de não parar, e permitir que a economia continue girando, mas que algumas medidas seriam tomadas. Essa do transporte coletivo, com lotação até 70%, bares, restaurantes, pubs, a meia-noite fecham e fica estabelecido toque de recolher, o que também concordamos. Algo tem que ser feito. As pessoas estão aguardando em cadeira de rodas, em macas, para serem atendidas em hospitais”, argumentou Salvaro.
O toque de recolher, citado por Salvaro, é na verdade uma recomendação e não uma proibição. Isto foi esclarecido pelo Estado, por meio de uma nota encaminhada à imprensa. “O texto impõe restrição de circulação e aglomeração de pessoas em espaços públicos e privados e em vias públicas da meia-noite às 5h, e não proibição. De forma que a ação tem viés educativo, no sentido de orientar e provocar a conscientização das pessoas para que não ocorra um colapso no sistema público de saúde”, diz a nota.
A grave situação em Santa Catarina também reverbera nos leitos hospitalares. De acordo com Salvaro, mais de 400 pacientes estão em processo de reabilitação ou se inscreveram para ele no Hospital do Rio Maina. Também foram abertos quartos para internação.
“Porque os hospitais locais não estão dando conta. Alguma coisa precisa ser feita e aproveito para dizer que o cidadão precisar fazer a parte dele. É conscientização, temos que colaborar. Para que possamos vencer esta pandemia tem que ter o desejo coletivo, é o que todas as autoridades pedem para a sociedade”, alertou.
O prazo de manutenção das restrições dependerá do efeito produzido pelas medidas e pelas ações da população. O principal deles, claro, é a redução na taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Conforme dados do Governo do Estado, atualizados no último sábado, a taxa de ocupação geral de leitos de UTI em Santa Catarina atingiu 86,7%.
































