Engeplus
Geral

Infraestrutura

Samae investe em Estações de Tratamento de Esgoto

Valor da obra é de cerca de R$ 3 milhões

Por Redação Engeplus

3 min de leitura

Compartilhar:
Foto: Divulgação

As obras na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Parque Alvorada seguem em andamento. No local, está sendo feito aterramento, onde serão colocados 16 tanques, que ficam semi-enterrados.

Publicidade

“Atenderemos o Centro, parte da Coloninha e Vila São José. Esta é a Estação que era na Vila e foi transferida de local em função de alguns problemas causados pelo solo. Acredito que até o final deste ano esta ETE já esteja em funcionamento”, afirma o diretor Geral do Samae, Everson Casagrande.

O valor total desta obra é de aproximadamente RS 3 milhões. A outra ETE, na Urussanguinha, ao lado da Câmara de Vereadores, já está bem adiantada. “Falta apenas o laudo final do Corpo de Bombeiros. O valor desta obra é de aproximadamente R$ 2 milhões”, explica Casagrande.

Publicidade

Na tarde desta segunda-feira, 21, o diretor de Operações do Samae, Márcio Honório, realizou vistoria nas obras.

Como funcionam as Estações de Tratamento de Esgoto

A primeira etapa do tratamento é barrar os sólidos que vem junto com o esgoto. Para reter o material pesado, duas linhas de grades impedem a entrada de madeira, garrafas de refrigerante, pedaços de papel e fios de cabelo que chegam pela tubulação.

A fase seguinte, chamada de desarenação, serve para retirar a terra e a areia que se misturam à sujeira. No fundo de uma grande caixa, um tubo joga ar na água, fazendo com que as partículas em suspensão formem uma espiral e se depositem no fundo. A retenção também evita que o atrito dos sedimentos estrague as bombas que impulsionam o líquido no tratamento. Pequenos grãos de dejetos e de fezes são eliminados na chamada decantação primária. Por serem mais densos, esses tipos de resíduo tendem a ficar acumulados no fundo do tanque.

Em seguida, uma pá que se move lentamente empurra a massa sólida para uma espécie de ralo. De lá, esse lodo segue para outro setor do sistema de tratamento, podendo se transformar em adubo ou ser usado para gerar energia. A água do esgoto inicial, ainda suja, vai para o tanque de aeração, habitado por uma rica fauna de bactérias e considerado o coração da estação de tratamento. Lá, um tubo injeta microbolhas de ar, que ativam a voracidade desses microorganismos. Alimentando-se da matéria orgânica dissolvida no esgoto, os microorganismos do tanque comem a sujeira em uma velocidade milhares de vezes maior do que em um rio.

O líquido que sai do tanque de aeração está quase limpo, mas ainda sobraram as bactérias. Como elas também são mais densas que a água e se agrupam no fundo do tanque. Aí começa a chamada decantação secundária: em tanques redondos, uma pá giratória separa os microorganismos da água limpa e manda-os de volta ao tanque de aeração.

Depois de tratada, a água que sai da estação está pronta para ser devolvida ao rio. Mesmo que o produto final seja uma água bem mais limpa, ela ainda apresenta alguns organismos causadores de doenças. Para ser reutilizada, ela é filtrada e clorada. Depois disso, a água serve para irrigação e uso industrial, mas ainda não é potável. Nesse ponto, sua qualidade equivale à das represas usadas para o abastecimento das cidades.

Informações: Renata Rocha / Assessoria de Imprensa

Compartilhar:
Leia a seguirEscritório de Advocacia oferece serviços gratuitos
Publicidade