Sambaquis e
Sambaquis e trânsito: Fatores que implicam a construção da ponte Anita Garibaldi
Pendências burocráticas foram importantes e necessárias, mas adiaram o início da construção da ponte
Por Redação Engeplus
2 min de leitura

Além da dragagem da Lagoa de Santo Antônio e da construção do canteiro de obras da ponte Anita Garibaldi, outros dois entraves adiaram o início da construção do empreendimento, em Laguna. A ponte começou a ser construída efetivamente em outubro de 2012, mas poderia estar em andamento há algum tempo.
Conforme o engenheiro responsável pela parte de execução da obra, Mauri Morales, no começo, um dos primeiros entraves foi detectado nas imediações do canteiro de obras. No local, foram encontrados sítios arqueológicos, os sambaquis. “Não podemos fazer nada em cima destes sítios arqueológicos, precisamos fazer um resgate, ou seja, escavar tudo para encontrar os corpos, os ossos, os utensílios que os povos antigos usavam, por exemplo”, explica.
O engenheiro salienta que não são povos de cinco mil anos atrás, mas de 200, 300 mil anos atrás, o que merece uma atenção maior e trato com trabalho minucioso dos estudiosos. “O pessoal analisa o local e leva o material resgatado. Só depois disto podemos trabalhar, após de todo o resgate arqueológico”.
Nas imediações do canteiro de obras o desvio de trânsito também foi outra questão necessária para o andamento da construção daquela que será um dos maiores símbolos da duplicação da BR-101. Vários desvios e esquemas de trânsitos tiveram que ser viabilizados, o que requer, atualmente, uma atenção especial dos motoristas que trafegam pelo local. “Então não é simplesmente começar a obra, estamos aqui há quase dois anos resolvendo todas as questões burocráticas”, conclui Maurini.
Acompanhe a obra da ponte Anita Garibaldi e o movimento de trânsito na BR-101 em Laguna pela câmera do Portal Engeplus.



