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Santa Catarina amplia público-alvo da vacinação contra HPV; veja quem pode se imunizar

Mulheres com NIC 2 ou 3 e AIS, independentemente da idade, agora podem se vacinar

Por Lucas Renan Domingos

4 min de leitura

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Atendendo a nota técnica do Ministério da Saúde, a Secretaria de Saúde de Santa Catarina (SES) ampliou a vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) para mulheres diagnosticadas com Neoplasia Intraepitelial Cervical de alto grau 2 (NIC 2), NIC 3 ou adenocarcinoma in situ (AIS), submetidas a procedimento para remoção de lesões. A partir desta sexta-feira, dia 17, a imunização pode ser feita gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), independentemente da idade.

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Até então, o perfil de pacientes não fazia parte dos seis grupos que poderiam receber a vacinação nas unidades de saúde espalhadas pelo Brasil. Conforme o Ministério da Saúde, a vacina HPV previne o câncer cervical e outras neoplasias relacionadas a esse vírus, como vulvar, vaginal, anal, peniana e de orofaringe. A aplicação previne também o desenvolvimento de verrugas causadas pela infecção pelo HPV, que levam a comprometimento clínico e psicológico das pessoas afetadas.

“A ampliação segue evidências científicas que demonstram os benefícios da vacinação mesmo após o tratamento das lesões. A imunização contribui para melhores resultados clínicos e oferece maior proteção a longo prazo”, destaca o superintendente de Vigilância em Saúde, Fábio Gaudenzi.

Estudos indicam que a vacinação contra o HPV após procedimentos cirúrgicos está associada à redução significativa da recorrência de lesões como NIC 2 e NIC 3, quando comparada à não vacinação. A imunização seguindo a recomendação do Ministério da Saúde ocorrerá com três doses (zero, dois e seis meses).

Segundo a SES, imunizantes estão disponíveis em todo o estado. (Foto: Sid Macedo/SES)

Como ficam os grupos que podem se imunizar pelo SUS:

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  • Crianças e adolescentes de 9 a 14 anos – dose única

  • Pessoas imunodeprimidas (vivendo com HIV/Aids, transplantados e pacientes oncológicos) – três doses (zero, dois e seis meses)

  • Vítimas de abuso sexual de 9 a 14 anos – duas doses (zero e seis meses);

  • Vítimas de abuso sexual de 15 a 45 anos – três doses (zero, dois e seis meses);

  • Pessoas portadoras de Papilomatose Respiratória Aguda/PRR a partir de dois anos de idade - três doses (zero, dois e seis meses);

  • Usuários de Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) de 15 a 45 anos - rês doses (zero, dois e seis meses);

  • Mulheres de todas as idades diagnosticadas com Neoplasia Intraepitelial Cervical de alto grau (NIC 2, NIC 3) e adenocarcinoma in situ (AIS), submetidas a procedimento excisional do colo do útero (LEEP/conização) – três doses (zero, dois e seis meses)

Para receber o imunizante, a paciente deve procurar a unidade de saúde do seu município e apresentar prescrição médica, contendo o diagnóstico correspondente. Além de ampliar a proteção contra o vírus, a estratégia ajuda a reduzir o risco de novas lesões, diminui a necessidade de novos procedimentos e previne complicações futuras, fortalecendo o cuidado integral à saúde da mulher em Santa Catarina.

Estudos sobre a incidência da doença

Estimam-se, globalmente, 570 mil novos casos anuais de câncer do colo do útero e cerca de 311 mil óbitos associados ao HPV. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse câncer corresponde ao terceiro tumor mais incidente entre mulheres e à quarta causa de morte por câncer na população feminina, com cerca de 17 mil novos casos e aproximadamente 7 mil óbitos anuais.

Dado epidemiológico de base populacional realizado em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal (POP-Brasil), com ipacientes de 16 a 25 anos, identificou prevalência de infecção por HPV entre 52,3% e 63,5% para qualquer tipo viral e entre 39,8% e 53,1% para tipos de alto risco.

Apesar da efetividade do tratamento, observa-se risco de persistência ou recorrência da doença, com taxas de até 17%. Procedimentos repetidos estão associados a maior ocorrência de complicações ginecológicas e obstétricas, como parto prematuro, ruptura de membranas, estenose cervical. Além disso, mulheres tratadas por NIC 2 e NIC 3 apresentam risco aumentado ao longo da vida para câncer cervical invasivo e outras neoplasias associadas ao HPV.

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