Santa Catarina
Santa Catarina pode ficar fora do Circuito Mundial de Surf Profissional em 2012
Por Redação Engeplus
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Santa Catarina sedia grandes campeonatos de surf; o Estado é recorde em eventos envolvendo os maiores surfistas do mundo, são 25 anos de tradição. Campeonatos que atraem milhares de pessoas, entre atletas e turistas, que durante uma semana movem a economia de Santa Catarina. Mas este ano, o cenário poderá ser outro, o litoral catarinense pode ficar de fora do calendário do Circuito Mundial de Surf Profissional, isso porque o Estado não deu nenhum aval ainda para custear o evento.
A Federação Catarinense de Surf (Fecasurf) tenta confirmar a reedição da etapa do ASP Prime em Imbituba, para impedir que Santa Catarina fique de fora do calendário do circuito. O evento está previsto para ser realizado entre 23 e 30 de outubro. Segundo a Fecasurf, seria necessária uma verba de cerca de R$ 500 mil, por parte do Governo do Estado, para a realização do campeonato, o que pode não acontecer. Um dos motivos é o corte de gastos anunciado pelo governador Raimundo Colombo esta semana.
De acordo com o presidente da Fecasurf, Fred Leite, a organização da competição espera uma posição do governo para a realização do evento. “Estamos nesse impasse, tentamos um encontro com o governador, mas ele está sempre viajando ou em reunião, nunca nos atende”, argumenta Leite. “Temos patrocínio da prefeitura de Imbituba e mais dois patrocinadores, mas falta apoio do Governo do Estado, essa ajuda é essencial para viabilização do evento. Sem ela, não temos condições”.
O governador do Estado, Raimundo Colombo, anunciou esta semana que pretende reduzir despesas de custeio em R$ 100 milhões. Conforme o secretário de Turismo, Cultura e Esportes, da Secretaria de Desenvolvimento Regional, de Laguna, Rhoomening Sandro Rodrigues, o patrocínio do evento está sob análise na secretaria de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina. “Não tem prazo para definição deste impasse, o governador está com redução de gastos em 20% em todas as áreas. O evento pode acontecer, como não pode, ou vai poder ser realizado com o valor da verba reduzida”, explica Rodrigues.
De acordo com a gerente de projetos esportivos da secretaria de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina, Luana Bayestorff, o projeto apresentado pela Federação Catarinense de Surf é de R$ 800 mil. “O projeto tem que passar pelo secretário de Turismo, Cultura e Esporte e pelo Comitê Gestor, formado por dois conselheiros. Como é uma quantia muito alta o processo tem que ser bem analisado, não temos prazo para a definição desta situação”, salienta Luana.
Para Leite, a não realização do evento representa, além da falta de tradição e cultura de Santa Catarina, a perda de dinheiro para o Estado. “Os melhores surfistas do mundo estarão por aqui. Eles vão descer no aeroporto, vão pegar táxi, gastar com hotel, restaurante estarão movimentando a economia de toda região”, pontua.
Desde o ano passado, o WCT (World Championship Tour) - a primeira divisão do campeonato de surf internacional - passou a ser sediado no Rio de Janeiro, pois os Estado tinha mais verbas para manter a competição. Desde 2011, Imbituba sedia ASP Prime que corresponde à segunda divisão do campeonato. “O governo custeia tantos eventos esportivos, por que ele não ajuda este, que é uma tradição em Santa Catarina. Estamos desapontados com toda esta situação. Ainda vamos trabalhar para sensibilizar o Governo do Estado para viabilizar o campeonato”, assegura Leite.



