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Saúde pública em Criciúma é debatida na Câmara de Vereadores

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Daniela Niero

A Câmara de Vereadores de Criciúma realizou audiência pública na noite de ontem para debater sobre a atual situação da saúde no município. Participaram da discussão representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), SindiSaúde Criciúma, Conselho Regional de Enfermagem (Coren), além da Irmã Terezinha Buss, representante do Hospital São José, e da secretária de saúde, Letícia Rodrigues. Entre os assuntos discutidos, a pauta principal foi a superlotação de pacientes no Pronto-Socorro do HSJ, bem como a falta de profissionais da área de enfermagem no pronto-atendimento da instituição.

A Irmã Terezinha citou o fato de que 81% das pessoas atendidas pelo São José no último ano foram através do Sistema Único de Saúde (SUS). A Irmã ainda falou da baixa remuneração da tabela SUS, da preferência das pessoas pelo hospital e da baixa resolutividade nas unidades de saúde. "Grande parte daqueles que procuram o Pronto-Socorro não são emergências. Eles deveriam passar pelos postos de saúde e, após uma triagem, serem encaminhados em caso de necessidade, o que não ocorre", pontuou.

O funcionamento da maternidade e pediatria do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina também foi cobrado durante o debate. No entanto, segundo a representante do Hospital São José, responsável pela administração do Santa Catarina, apesar de inaugurada em março, ainda não há custeio para a pediatria.

Entre os caminhos apontados para a melhoria da saúde pública na cidade, em especial o desafogamento do Hospital São José, foram relacionados: o aparelhamento e melhorias nos postos de Criciúma, a regulação de leitos na região, a necessidade de ações e políticas públicas desenvolvidas em conjunto voltadas a saúde. Ficou acordado, entre os envolvidos, que na construção de soluções e para debater as questões levantadas, a Secretaria Regional, representando o Governo do Estado, junto com entidades interessadas, promoverá um encontro no dia 14 de junho, às 19 horas, na Câmara Municipal.

O morador do bairro Santa Luzia, João Paulo Teixeira, aproveitou a audiência pública para elogiar publicamente o atendimento no Hospital São José e denunciar a venda de números para atendimento no posto de saúde do seu bairro. "O atendimento nos postos é uma vergonha. Lá no meu bairro há quem diga que, se pagar, dá para furar a fila de atendimento", relata Teixeira. A secretária Letícia garantiu que irá apurar as denúncias, assim como o relato de um professor de Forquilhinha, residente em Criciúma, sobre problemas no atendimento de sua mãe.

Colaboração: Daniela Niero/Comunicação Câmara

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