Futebol Catarinense
SC monta sistema contra fraudes em resultados
Por Redação Engeplus
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Na sexta-feira, veio à tona uma denúncia de tentativa de suborno ao goleiro Neto Volpi, do Inter de Lages. A ele era sugerido tomar dois gols contra o Joinville, na partida realizada ontem. Pelo que foi repassado à Polícia Civil, a proposta teria surgido de um dirigente de um clube paranaense.
“Já estávamos monitorando isso, sobre sites de resultados esportivos, máfia de manipulação, tanto que contratamos a Sports Radar, uma empresa que é especialista em identificar interferências de terceiros em jogos e placares”, explicou o presidente do Atlético Tubarão e da Associação de Clubes de Santa Catarina, Luiz Henrique Ribeiro, em entrevista à Rádio Eldorado. “Somos junto com São Paulo os únicos estaduais com esse tipo de parceria”, apontou.
Novo regime de gestão
Ao ser eleito presidente recentemente, Luiz Henrique propôs alteração no estatuto para mudar o modelo de gestão da entidade. “São novas regras de governança corporativa. Em vez de presidente, passaremos a ter um conselho com cinco gestores. Vamos efetivar a mudança depois do Campeonato Catarinense”, explicou.
Os custos do futebol
A Associação almeja um novo contrato de televisionamento para o Campeonato Catarinense a partir de 2018. “O futebol está 100% deficitário. Quem tem calendário nacional nas séries A e B ainda consegue pagar o Estadual com o Brasileiro. E quem não tem?”, indagou Luiz Henrique.
Os atuais contratos de Estaduais são comparados pelo dirigente. “Em Santa Catarina, são R$ 8 milhões. No Rio Grande do Sul, R$ 31 milhões. Queremos melhorar isso”, comentou. “Temos um ótimo produto, um bom campeonato, e pensamos que é possível faturar mais com ele”, finalizou.



