Presidente
"Se o Cláudio Gomes sair, eu também saio", diz Antenor Angeloni
Em entrevista coletiva, presidente do clube carvoeiro falou sobre a atual situação do Criciúma
Por Redação Engeplus
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Atualizada às 19h11min/Restando menos de um mês para o início do Campeonato Brasileiro da Série B, o presidente Antenor Angeloni resolver quebrar o silêncio e falar sobre a atual situação do Criciúma. Em entrevista concedida no final da tarde desta quinta-feira, na sede da administração das suas empresas, Angeloni assegurou que não existe qualquer possibilidade de Cláudio Gomes deixar o Criciúma, comentou sobre a contratação de um novo técnico, e disse que o clube carvoeiro está aguardando por uma "Sresposta de Felipe Ximenes.
Conforme Angeloni, a contratação de um novo técnico é apenas uma questão de tempo. A negociação está sendo conduzida por Marcos Moura Teixeira e Cláudio Gomes, com o auxilio de Felipe Ximenes, que está prestando uma consultoria ao Criciúma.
“O primeiro nome não deu certo, por uma questão de custo. Depois eles escolheram 12 treinadores e foram selecionando até ficar em quatro. Esse técnico que foi escolhido fez um trabalho bom no ano passado, é um bom profissional. É um treinador disciplinador, trabalhador, daqueles que chega às 7 horas e vai embora só a meia-noite. A escolha dele foi bem estudada”, informa o presidente.
Angeloni também descartou alguns nomes de técnico que estavam sendo especulados nos últimos dias. “O Petikovic não é. Acho que trazer ele é a mesma coisa que trazer um uruguaio, ou paraguaio, viria para falar uma língua diferente do brasileiro. O Geninho nunca me agradou, ele já deu, não é o treinador que gostaria. O PC Gusmão também não é. O técnico que estamos fechando é um nome que ninguém da imprensa especulou”, revela Angeloni.
Quanto à contratação de jogadores, o presidente diz que alguns nomes estão sendo sondados, mas as negociações somente serão concretizadas após o acerto com o técnico. “Não estamos com nenhuma negociação ainda. Estamos aguardando a chegada do técnico para conversar a respeito. Não temos um número de jogadores para buscar. Vamos contratar o que for preciso. Estamos no fundo do poço, mas talvez com quatro ou cinco contratações a gente consiga acertar. Estamos meio atrasados, mas vamos tentar alguma coisa”
Confira os principais pontos da entrevista:
Protestos de parte dos torcedores pedindo a saída de Cláudio Gomes
“Ele é a pessoa que me ajuda e que confio para negociar as contratações com jogadores. Se ele não ficar não sei o que fazer. Se ele sair, eu também saio, pois sem ele não sei como funcionaria. Não adianta insistir, o Cláudio vai ficar. Não sei o que fazer sem o Cláudio. Ele está há cinco dias no Rio de Janeiro trabalhando dia e noite, seguindo as minhas orientações, e nas próximas horas deve fechar com o novo treinador. Já avisei o Luizinho, ele vai continuar na comissão técnica. Esperamos fazer um bom trabalho neste ano e subir para a Série A. Se não der certo, vai Cláudio, vai eu, vai todo mundo embora. Se tiver algum corajoso que queira enfrentar esse pepino que venha aqui me substituir. Mas vou querer cobrar toda a dívida, não vai ser como das outras vezes, não vou perdoar”
Função de Cláudio Gomes no departamento de futebol
“O Claudio vai continuar contratando, porque é o homem que confio. Digo para ele pagar até tanto, e ele vai atrás. É o homem que contrata por um preço mais baixo, não tenho outro melhor, é o mais competente para isso. O Cláudio não indicará os jogadores, temos o Marcos (Moura Teixeira) e o Ximenes também está nos dando uma mão para isso. O Cláudio não está no futebol, mas está na negociação de tudo”
Investimento para o restante da temporada
“Se continuarmos desse jeito vamos correr o risco de cair para a Série C. Pensei muito, pois todo mundo tem conhecimento dessa crise violenta, até o Angeloni, que nunca foi atingido, desta vez foi. Não temos dinheiro, e para fazer uma pequena tentativa de subir vamos ter que colocar R$ 5 milhões. Gostaria de saber, se alguém tem alguma orientação para me dar sobre onde conseguir esse dinheiro. Pois ninguém quer ajudar, o patrocínio que temos hoje não paga um jogador. Os sócios estão nos abandonando, se continuar desse jeito, a culpa também vai ser do sócio, que não quer time. Hoje o futebol é só dinheiro, não é mais como no passado que tinha um pouco de amor a camisa”



