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Secretaria de Saúde considera transmissão comunitária da variante Ômicron em Criciúma

Número de casos ativos de Covid-19 no município se aproxima de 700

Por Thiago Hockmüller

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Foto: Thiago Hockmüller/Arquivo Engeplus/Ilustrativa

Mesmo que ainda não haja confirmação oficial, a Secretaria de Saúde de Criciúma já considera a transmissão comunitária da variante Ômicron no município. A informação é do próprio secretário da pasta, Acélio Casagrande, em entrevista ao Portal Engeplus na manhã desta quinta-feira, dia 20.

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O aumento considerável no índice de transmissão da Covid-19 em Criciúma, com elevação do número de casos ativos, é indício de que a variante atua no município, inclusive com transmissão comunitária - que é quando a transmissão ocorre entre pessoas no mesmo território, sem histórico de viagem. “Já é considerado Ômicron circulante e com transmissão comunitária. Mesmo sem confirmação, mas é o mesmo tratamento e protocolo. A contaminação está muito alta”, pondera o secretário.

No dia 4 de janeiro, o Portal Engeplus, informou três casos suspeitos da variante em Criciúma e que estão em análise na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Rio de Janeiro. Os exames foram mandados ao Rio no dia 21 de dezembro e os três pacientes cumpriram isolamento domiciliar, um deles esteve hospitalizado, mas recebeu alta.

Os casos foram encaminhados como suspeitos para a Vigilância Epidemiológica de Criciúma, que confirmou como positivos para a Covid-19. Como os três pacientes estiveram em viagens, um deles para a África do Sul onde a variante Ômicron foi descoberta, o órgão achou necessário avaliar. Então os exames foram analisados no Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen/SC) e depois encaminhados para a Fiocruz.

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A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Criciúma, bioquímica Andréa Goulart de Oliveira, também acredita que a variante está circulando na cidade e explica que outros exames sob suspeita foram encaminhados para a Fiocruz. “O Lacen sempre manda, pois tem a unidade sentinela que fica monitorando a chegada de novas cepas. A gente conhece a rapidez com que ela se dissipa. Isto mostra que provavelmente já está por aqui, mesmo sem ser confirmado. É altamente contaminante e estamos vendo isso nas famílias, uma vez que menor a transmissão em casa”, argumenta.

Conforme o último boletim, publicado ontem pela Vigilância Epidemiológica, Criciúma soma 42.044 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia, sendo que 40.676 pacientes estão recuperados. Há ainda 697 casos ativos e 33 suspeitos. Entre confirmados e suspeitos, são seis pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

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