Movimento negro
Segue a luta pela volta do União Operária
Por Redação Engeplus
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Não foi possível cumprir o objetivo traçado em 2015, que era a reinauguração da sede da Sociedade Recreativa União Operária para os seus 80 anos, em abril deste ano, mas a mobilização continua. “Estamos a todo vapor reformando o prédio, fizemos limpeza interna e seguimos trabalhando muito”, assegura a professora Cíntia dos Santos, uma das 30 integrantes da comissão formada para gestão do espaço, abandonado há muitos anos no bairro Santa Bárbara.
Fundado em 1937, o clube reuniu o movimento negro de Criciúma e região por muitos anos, vivendo seu ápice entre os anos 50 e 60, com a promoção de eventos e bailes memoráveis. “Nesse resgate não imaginamos mais o União Operária como um espaço de bailes, mas sim a reabertura como centro de referência para a negritude, para os jovens, com atividades culturais, eventos, reuniões. Claro que haverá o lado recreativo mas não com fins lucrativos”, pondera Cìntia.

Há poucos dias ainda se notava movimento de limpeza interna do prédio. “Havia muito entulho, tiramos algumas caçambas de sujeira lá de dentro. Nesses anos todos de abandono muitos andarilhos entravam ali”, conta. A estrutura física já passou por profunda avaliação. “Ela está boa, mas para repaginar precisamos arrecadar fundos. O segundo piso, que era todo envidraçado, precisa de uma readequação total”, projeta Cíntia. A comissão, presidida por Dejair dos Passos, calcula que serão necessários até R$ 400 mil para concluir toda a recuperação visando a reabertura.
A volta do União Operária pautou uma mostra fotográfica em julho de 2015 no extinto Ponto do Samba. A partir dali surgiu a mobilização que resultou na montagem da comissão que hoje vem tratando das melhorias no clube.

Campos do União Operária para escola?
O então prefeito Márcio Búrigo editou, faz dois anos, o decreto de cessão dos campos localizados entre o União Operária e a praça da Santa Bárbara por vinte anos para o clube, renováveis por mais vinte. Agora surgiu o debate em torno da instalação de uma escola da Igreja Adventista em Criciúma e uma das áreas sugeridas foi justamente esta para a construção.
“Essa discussão ainda não existe na comissão, pois não recebemos qualquer proposta oficial. O fato é que temos um documento comprovando que esses campos são do União Operária”, justifica Cíntia.



