Criciúma
Sem dinheiro, suspender bolsas é o caminho
Somente no programa Bolsa Atleta, a Prefeitura deve R$ 700 mil
Por Redação Engeplus
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O programa Bolsa Atleta vem sendo, ao longo dos anos, um expediente que qualifica o esporte de Criciúma, e contribuiu decisivamente para os bons resultados que a Fundação Municipal de Esportes vinha obtendo em nível estadual. Ocorre que, por dívidas, o projeto está inviabilizado.
“Tenho obrigação de agir com responsabilidade com o dinheiro público”, afirma o secretário da Fazenda, Róbson Gotuzzo. Ele reafirma que vai levar ao prefeito Clésio Salvaro a sugestão de que as bolsas, tanto a Atleta quanto a Carente, sejam suspensas.
“Não é questão de ser contra projetos importantes de alcance social, mas se estamos parcelando salários de servidores, não temos como nos comprometer com bolsas. Não podemos passar cheques sem fundo”, aprofunda. Somente de Bolsa Atleta, a Prefeitura deve em torno de R$ 700 mil para os esportistas e estudantes. De Bolsa Carente, outra modalidade de benefício, são R$ 3,5 milhões de pendências com a Unesc.
Funcionários da Fundação Municipal de Esportes também estão com salários atrasados. No caso, por problemas burocráticos. “Houve um problema com o banco, que já estamos resolvendo”, detalha o titular da Fazenda.
Servidores vão
receber em dia
No meio de tantas dificuldades financeiras, ao menos uma boa notícia. Os salários dos servidores da Prefeitura serão pagos integralmente, e em dia, a partir de março e pelos próximos meses, ao menos até julho. “O ingresso de receitas do IPTU e outras taxas vai permitir isso”, calcula Gotuzzo. “Mas precisamos acumular uma gordura para poder começar a pagar os milhões de dívidas do ano passado com fornecedores, que estão aflitos”, conclui.



