Exame
Sem identidade, ele perdeu o Enem
Lucas Cimolin, 16 anos, foi um dos que não fez a prova por falta de documento
Por Redação Engeplus
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Portar um documento de identidade com foto é obrigatório para os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que está sendo aplicado hoje e amanhã em boa parte do Brasil. Em Criciúma, houve casos de estudantes que não conseguiram fazer a primeira prova, neste sábado, pela falta de documentação em mãos.
“Eu quis fazer o Enem por experiência. Eu sabia o número da minha inscrição, mas sem o documento com foto não deixaram eu fazer a prova”, lamentou o estudante Lucas Cimolin, 16 anos. Ele cursa o segundo ano do ensino médio no Colégio Michel, em Criciúma. “Mas eu volto amanhã, quero fazer a Redação e as outras provas”, afirmou o jovem, que precisou aguardar alguns minutos atrás do portão trancado para poder deixar a Unesc, onde faria a prova de Ciências Naturais e Ciências Humanas.
A tensão no ar
Todo o Enem, é a mesma história. Há uma tensão natural no ar antes da primeira prova. “E essa tensão seria ainda maior se tivessem adiado o exame aqui, como fizeram nas cidades onde há escolas ocupadas”, lembra o professor Leonir Maffioletti, do Colégio Leme. Ele aprovou a manutenção das datas originais aqui, embora os retardatários dos locais onde houve a mudança terão um mês a mais para estudar. “As provas são padronizadas, e para os alunos que estão preparados, é melhor fazer logo”, avalia.
Há o problema, ainda, dos vestibulares que vão coincidir com o Enem de onde houve transferência. “Instituições menores estão mudando as datas dos vestibulares, o problema é nas maiores, naquelas que não são das cidades onde houve problemas também”, observa Maffioletti. O professor lembra a capacidade que o Enem tem, de “exportar estudantes”. “Temos vários alunos nossos que fizeram o Enem e foram cursar a faculdade em lugares bem distantes daqui. É uma opção interessante que o exame oferece”, conclui o professor.



