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Sem solução à vista, greve dos Correios continua

Por Redação Engeplus

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Foto: Arquivo Engeplus

Encaminha-se para completar a primeira semana a greve dos trabalhadores nos Correios deflagrada na quarta-feira da semana passada. “A adesão ainda é parcial”, reconhece o dirigente do sindicato da categoria na região de Criciúma, Jefferson da Rocha. “Mas tende a aumentar nesta terça com a possível adesão dos colegas do Rio de Janeiro e São Paulo”, projeta.

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Os trabalhadores reclamam da postura da direção dos Correios. “Eles só protelam a negociação e são intransigentes, querendo cortar benefícios e direitos dos empregados e nos ameaçando com corte no ponto”, afirma o sindicalista.

Entre as principais exigências estão a manutenção de direitos e a realização de concurso público, “já que o último dos Correios foi em 2011 e até então só tem saído funcionários da empresa, com vários planos de demissões voluntárias”, observa. “Precarizaram o serviço de entregas, não sendo suprida a mão de obra”, completa.

Mudança no plano de saúde

Outro aspecto que vem preocupando os trabalhadores é a mudança proposta no plano de saúde. “Hoje pagamos uma co-participação de 10% e a empresa está alegando que não tem mais como manter o modelo vigente”, explica Jefferson.

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A intenção dos Correios, conforme o sindicalista, é implantar uma mensalidade e aumentar a participação nos pagamentos. “Mas o salário dos carteiros não comporta isso”, reforça, citando que o piso salarial é de R$ 1,6 mil. “E sofremos muito com problemas de saúde, no sol, na chuva, com os ataques de cães”, destaca.

Acidentes também preocupam

A insalubridade com as atividades de rua também é lembrada. “Os acidentes de trânsito são comuns, pois atuamos com uma frota antiga, a última remessa de veículos dos Correios é de 2011, com seis a sete anos vários apresentam quebras e acidentes”, acrescenta. Sem perspectivas de novas propostas, o sindicalista prevê um crescimento do movimento. “Se a empresa continuar com essa postura nas negociações a greve tende a crescer sim”, arremata.

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