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Servidores de Urussanga em estado de greve

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Jussi Moraes

A manifestação dos servidores municipais de Urussanga iniciou cedo nesta terça-feira. Era 5h30min e os sindicalistas já estavam em frente ao pátio de máquinas para solicitar aos trabalhadores que aderissem à paralisação durante o dia. A luta dos professores é pelo cumprimento da lei federal para o reajuste de 22,22%, já os trabalhadores da saúde e de obras pedem o plano de carreira prometido há três anos.

O número de servidores públicos em Urussanga é 600, porém cerca de 150 participam da mobilização prevista para ser encerrada às 17 horas. Conforme a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma e Região (Siserp), Maria Bárbara Teixeira, a meta é explicar aos demais trabalhadores sobre a situação enfrentada. A manifestação que iniciou de forma calma, teve um tumulto com a chegada de uma liminar. O documento pedia o livre acesso aos trabalhadores que desejassem cumprir suas atividades. “Ninguém entrou para trabalhar, mas foi por livre arbítrio. Não trancamos o acesso, apenas convidamos para a paralisação”, explicou Bárbara.

A professora de séries iniciais Brigida Marioti, informou que todos os acontecimentos levam para a greve. “No final do dia teremos a assembleia e vamos definir. A região toda está enfrentando esta dificuldade. É como um efeito dominó. Sabemos que o Governo do Estado é o culpado de os municípios não acatarem a uma determinação federal”, constatou. Brigida é professora municipal há 29 anos e disse que é a primeira vez que as negociações chegam a este ponto em Urussanga.

Por outro lado, os motoristas de ônibus escolares estavam mais afastados dos manifestantes. Questionados se foram impedidos de trabalhar, eles disseram que as escolas tinham avisado que não teriam aulas hoje, então não havia crianças para buscar. No entanto, isso não significava que estavam em greve, foram para o pátio com o objetivo de cumprir horário, apesar de os sindicalistas afirmarem que eles participavam do movimento.

Bárbara reforçou que durante o dia os manifestantes farão uma caminhada até o Paço Municipal. “Na última semana o governo ofereceu aos professores 7,31% que soma inflação e ganhou real, o que foi recusado na última assembleia”, lembrou. Às 19 horas, os trabalhadores irão para a câmara de vereadores com o objetivo de buscar apoio para as reivindicações. Já o prefeito de Urussanga, Luiz Carlos Zen, cumpre agenda em Brasília. Ainda nesta manhã o advogado dos trabalhadores, Aroldo Bez Batti Filho, chegou a ir para a prefeitura tentar uma negociação com a administração pública, mas ainda não obtiveram respostas.

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