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Servidores municipais de Maracajá de braços cruzados

Trabalhadores paralisaram serviços nesta quarta-feira e não descartam possibilidade de greve

Por Redação Engeplus

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Foto: Foto: Itaionara Recco/Arquivo Engeplus

Os servidores municipais de Maracajá estão, desde as 6h30min desta quarta-feira, com as atividades paralisadas. Um grupo de trabalhadores ficará o dia todo em frente à prefeitura municipal para tentar negociar com o prefeito, Wagner da Rosa, melhorias no salário da categoria. De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maracajá, a professora Luciane Ronchi Valnier, a adesão à paralisação já é considerada grande.

Segundo a presidente, é um movimento pacífico e os servidores estão entregando panfletos para a população. "Fizemos um contato iniciar com motoristas de ônibus escolares e trabalhadores braçais, que geralmente chegam mais cedo ao trabalho. A maioria está conosco em frente à prefeitura, mas estamos preocupados porque mandaram pessoas contratadas para dirigir o ônibus das crianças. A maioria deles não tem habilitação para isso e coloca em risco as crianças. Fora isso, estamos contentes com a adesão. Nunca é possível conseguir 100%, mas uma grande maioria está conosco", garante Luciane.

O reajuste da folha de salários foi, no início de 2013, de 7%. As reivindicações são, segundo Luciane, para que esse reajuste seja maior, já que a defasagem chega a quase 30%. "Um dos maiores exemplos são os professores. O salário do magistério é de R$ 1.567,00, e o salário dos professores com graduação é de R$ 1.509,00. Alguns funcionários estão recebendo apenas R$ 200 por mês, porque além de receber um baixo salário, estão pagando empréstimos consignados", reafirma.

O sindicato pede que a negociação inicie ainda nesta quarta-feira. Caso contrário, a categoria sinaliza a possibilidade de entrar em greve. Luciane explica que o prefeito está desde o início da manhã em reunião com secretários para definir o rumo da negociação. "Mas, se até o final deste dia não tivermos uma resposta, vamos fazer uma assembleia e entrar em greve", avisa a presidente.

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