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Servidores municipais estão de braços cruzados em Criciúma

Cerca de 160 postos de trabalhos estão comprometidos na cidade. Mais de 3,5 mil servidores estão parados

Por Redação Engeplus

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Foto: Fotos: Douglas Saviato e Ana Paula Cardoso

Cerca de 3,6 mil servidores públicos municipais de Criciúma estão de braços cruzados desde as primeiras horas desta terça-feira. Os profissionais rejeitaram a proposta do Governo Municipal nessa segunda-feira e decidiram pela paralisação. Portanto, com as atividades suspensas, cerca de 160 locais de trabalho no município estão comprometidos. Somente em torno do Paço Municipal, onde os servidores se concentram, são 40 locais onde os serviços estão paralisados. Dentre estes locais, 55 são unidades de saúde e 70 são escolas e creches de responsabilidade do município.

No Paço Municipal, os servidores trancaram, nos primeiros minutos desta manhã, o acesso à prefeitura, porém, o município conseguiu no fim da tarde de ontem uma liminar que garante o acesso à prefeitura, bem como os postos de saúde e escolas, por exemplo, dando garantia de trabalho para quem não aderir à greve. Segundo a secretária Geral do Governo de Criciúma, Dalvânia Cardoso, todos os profissionais que queiram trabalham devem ir até seu local de trabalho, pois a entrada está garantida; caso contrário, o sindicato está sujeito a pagar uma multa no valor de R$ 10 mil.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma (Siserp), Bárbara Teixeira, a mobilização no início desta terça-feira é considerada forte por parte dos servidores, que aderiram em bom número à paralisação. “Vamos ter uma proporção maior da greve no período da tarde, quando vamos passar pelos locais de trabalho”, comenta. A paralisação compromete alguns serviços na cidade. Na saúde, apenas os casos de urgência e emergência, bem como as farmácias dos dois postos 24 horas da cidade estão em funcionamento. “Nos postos de saúde estamos pedindo que todos os profissionais paralisem as atividades e se mobilizem também. As autarquias em geral também estão paralisadas, bem como as escolas e creches”, explica.

As creches da Afasc não estão paradas, pois não têm vínculo com a prefeitura. Segundo a agente comunitária de saúde Fabiana Cardoso, os mais prejudicados com o impasse no reajuste são os trabalhadores da saúde. “Nosso salário é de R$ 960, mas ganhamos um salário mínimo, pois recebemos diversos descontos. Também não recebemos uma quantia referente à insalubridade e não possuímos uniformes”, reclama.

Conforme Dalvânia, foram cinco propostas apresentadas, o que confirma a vontade da prefeitura em negociar com os servidores, alega. “Fizemos todos os nossos esforços para apresentar uma boa proposta aos servidores e que também fosse viável para a prefeitura. Mantivemos todos os benefícios aos profissionais e chegamos ao teto limite. Saímos do percentual de 7,22% e chegamos ao patamar de 9,16 % de reajuste”.

Os servidores almejam um aumento de 10%. Ainda segundo Dalvânia, somente hoje à tarde o município vai ter uma noção do que realmente está comprometido com a paralisação, mas a secretária adianta que o Governo Municipal chegou ao teto máximo da proposta. “Fomos ao nosso limite e não teremos outro parecer”, adianta.

No vídeo, a presidente do Siserp, Bárbara Teixeira, fala sobre a greve.


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