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Servidores públicos de Criciúma iniciam greve nesta terça-feira

Atualização de matéria às 18h24min / Nesta segunda-feira sindicato rejeitou nova proposta da administração municipal

Por Redação Engeplus

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Atualização de matéria às 18h24min / Mesmo com uma reunião de cerca de duas horas nesta segunda-feira, os servidores públicos municipais de Criciúma e Governo do Município não chegaram a um acordo. Portanto, conforme a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Criciúma e região (Siserp), Bárbara Teixeira, segue mantido para a zero hora desta terça-feira o início da greve dos trabalhadores.

Bárbara informou, em entrevista à Rádio Eldorado no início desta tarde, que foram passadas duas novas propostas: A primeira seria 8% de aumento retroativo a abril, mas parcelado em quatro vezes, mais 1% de aumento a partir de janeiro de 2014, o que resultaria em 9% de aumento na folha de fevereiro; A segunda propõe o mesmo 8% retroativo a abril, mais 0,5% a partir de janeiro de 2014. "As novas propostas melhoram um pouco em relação ao que foi
apresentado antes, mas também não atingem o que a categoria deseja, que é o aumento de 10%", pontua a presidente do Siserp. "A partir da nossa última assembleia, realizada dia 27 de maio, ficou definida a data para iniciar a paralisação. A nova proposta da administração municipal de Criciúma feita no início desta tarde não será levada a assembléia geral da categoria".

Na manhã desta terça-feira, a partir das oito horas, servidores e representantes do Sindicato estarão no Paço Municipal Marcos Rovaris para iniciar a paralisação e mobilizar a categoria. E nesta segunda-feira, em reunião, ainda serão definias as estratégias de paralisação.

Em nota oficial, a administraçãomunicipal se manifestou: Na principal proposta de aumento, o reajuste oferecido chegou a 9,16%. Os servidores do quadro geral receberiam 8% em abril, retroativos, mais 0,5% em janeiro de 2014. Para atender aos servidores que recebem salários menores, foi ainda oferecido aumento para as Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) de quase 25%. Elas recebem atualmente uma remuneração média de R$ 678 reais. Com a proposta do governo, o ordenado passaria a R$ 850.

“Desde o início há um grande esforço para chegarmos a um acordo. Não queremos a greve. A melhor negociação não é aquela que atende apenas um lado, e sim aquela em que o bom senso vence. Estamos no limite do que podemos oferecer”, afirma a secretária geral do Governo do Município, Dalvânia Cardoso.

O prefeito Márcio Búrigo recebeu a notícia com surpresa. “Em outros municípios da região, inclusive nas maiores cidades do estado ocorreram acordos com vantagens menores do que as que oferecemos aos nossos servidores”.

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