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Servidores públicos fazem manifestação na prefeitura de Criciúma

Atualizada: Eles chamaram prefeito para negociação em protesto com apitaço

Por Redação Engeplus

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Foto: Vanessa Amando

Atualização de matéria às 17h29min / Após entrarem em estado de greve nesta terça-feira, os servidores públicos municipais de Criciúma realizaram uma manifestação na tarde desta quinta-feira. O palco para o protesto foi o Paço Municipal, onde em torno de 200 trabalhadores ocuparam o hall da prefeitura e usaram faixas, cartazes, apitos e até instrumentos musicais para fazer muito barulho, a fim de chamar a atenção do Governo Municipal para as reivindicações da categoria. Eles também percorreram alguns corredores e foram até o gabinete do prefeito, mas a porta estava fechada.

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Agentes de saúde, professores, funcionários do Paço, da Câmara de Vereadores, da Autarquia de Segurança, Trânsito e Transportes (ASTC) e das fundações Cultural (FCC) e de Esportes (FME) da cidade estão representados pelo Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Criciúma e Região (Siserp), o qual organizou o protesto de hoje.

A classe com cerca de 3,3 mil trabalhadores está em fase de negociação salarial há mais de 40 dias e não entrou em acordo com a Administração Municipal. De acordo com a presidente do Siserp, Bárbara Teixeira, os servidores pedem 10% de aumento, de acordo com a reposição da inflação (5,62%) e o ganho real. No entanto, segundo ela, a primeira proposta apresentada pelo prefeito Márcio Búrigo é de 7% de aumento, valor que seria parcelado em duas vezes e manteria o salário abaixo do piso, o que já foi rejeitado pela categoria.

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"Os agentes de saúde têm uma questão extra. Hoje, eles recebem R$ 850, mas existe uma lei federal que diz que os agentes de saúde devem ter um salário de R$ 1014, então queremos que a prefeitura cumpra essa lei em Criciúma", enfatizou Bárbara. Os agentes de trânsito e guardas municipais da ASTC também têm reivindicações à parte, principalmente em relação aos equipamentos de segurança que devem ser usados durante o trabalho.

O prefeito foi chamado diversas vezes pelos manifestantes através do sistema de som, mas não apareceu, assim como nenhum representante dele. Mesmo assim, a presidente do Siserp avalia o protesto de forma bastante positiva, já que "foi organizado em menos de dois dias e teve adesão de um grande número de pessoas". Ela também afirmou que reuniões nos próximos dias devem definir novas manifestações, além da data para uma Assembleia Geral dos servidores.

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