Flexibilização
Setor de eventos aguarda resposta do estado para retomar atividades
Lideranças aguardam uma definição para o impasse até sexta-feira
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Representantes do setor de eventos estiveram reunidos nessa segunda-feira, dia 19, com a equipe técnica da Secretaria de Estado de Saúde e Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes) de Santa Catarina para reivindicar flexibilização e revisão das portarias 710 e 744. A intenção do segmento é retomar gradativamente as atividades que estão paralisadas desde março, em função de medidas definidas em decretos para prevenção e combate ao novo coronavírus.
Na manhã desta terça-feira, dia 20, a empresária do setor e participante da reunião, Daiane Savi, abordou o tema em entrevista ao programa João Paulo Messer, da Rádio Eldorado. Para ela, é necessário retomar os serviços e evitar prejuízos ainda maiores para o setor.
“São sete meses (sem atividades), não são 15 dias. Hoje, na nossa região da Amrec temos mais de 20 empresas que fecharam as portas e centenas de pessoas desempregadas ou que buscaram outras formas de trabalho. O dano é muito grande, somos o setor que mais gera economia. Foi um baque muito grande. Infelizmente geramos aglomeração quando se trata de evento, mas mostramos para o estado que tem como ter no segmento todas as regras para que possamos retomar”, explicou.
O pedido do setor é a revisão das portarias do Governo do Estado que preveem medidas conforme o risco potencial de cada região, todavia, não dispõem sobre eventos com cobrança de ingresso. Segundo o texto, são considerados eventos sociais “aqueles restritos a convidados sem cobrança de ingresso, compreendendo casamentos, aniversários, jantares, confraternizações, bodas, formaturas, batizados, festas infantis e afins”.
“Hoje, através das portarias 710 e 744, estamos esperando a retomada do nível amarelo para eventos sociais e azul para vendas de ingressos. Estamos parados por estar em região de risco laranja. Ontem, na reunião que tivemos em Florianópolis com o Coes e a Secretaria de Saúde foi para que possamos retomar o evento a nível laranja e unificar as duas portarias. Vamos aguardar até sexta-feira a resposta do Estado para ver se será possível retomar neste estágio laranja, com uma porcentagem menor e unificar as portarias”, afirmou.
Lideranças do setor estimam que o ramo de shows pode ser adaptado para receber público menor, como por exemplo 50% da capacidade durante risco potencial azul. "Hoje, no amarelo, para eventos sociais são 40%. Se eles conseguirem ficar em torno de 30% já é um alívio para poder retomar. Para evento social, é tranquilo esta retomada com 30% ou 20%, desde que consigamos voltar a trabalhar para se reestruturar”, pondera.
Recuperação econômica
Entre as medidas debatidas na reunião, que contou com a participação da deputada estadual Paulinha, também estão aquelas vinculadas à recuperação econômica do setor. De acordo com Daiane, a parlamentar se comprometeu em levar até a Casa Civil observações para redução de tributos.
“Para um show são mais de sete alvarás para realização do evento. Deputada Paulinha se comprometeu de levar à Casa Civil para que possamos ser isentados ou nesse período não ser cobrado, ou diminuir as taxas, algumas coisa relacionada a economia porque não conseguimos trabalhar e não fomos amparados economicamente”, refletiu.
Medidas sanitárias
Em um protocolo elaborado pelas lideranças do setor de eventos está o escalonamento da capacidade de público nas casas noturnas conforme a capacidade de lotação. Além do mais, a testagem de todos os funcionários envolvidos nos eventos, obrigatoriedade do uso de máscara, utilização de álcool gel, etc.
No documento elaborado e encaminhado à Vigilância Sanitária de Santa Catarina, é sugerido o limite da ocupação da capacidade de público de 50% do espaço do evento, em locais com capacidade máxima de 1.000 pessoas, 40% em locais com capacidade máxima de 1.500 pessoas e 30% em locais com capacidade máxima acima de 1.501 pessoas. Locais de eventos ao ar livre ou com predominância de ventilação natural abundante poderão ser acrescidos em 10%.
Ainda dentro das sugestões, está o condicionamento de liberação somente em municípios com casos estabilizados ou em decréscimo nas três semanas anteriores ao evento; a ocupação de leitos disponibilizados para tratamento da Covid-19 não pode ultrapassar 80% por munícipes residentes do local nas duas semanas anteriores; distanciamento com demarcação nos espaços; aferição de temperatura corporal sem contato físico, entre outras ações.



